Hacker que vazou fotos íntimas de Jennifer Lawrence é condenado à prisão

Por Felipe Demartini | 30 de Agosto de 2018 às 09h39
Divulgação

George Garofano, o hacker de 26 anos de idade responsável por vazar imagens íntimas de celebridades em um escândalo de 2014, foi condenado a oito meses de prisão por uma corte dos Estados Unidos. Ele foi indiciado pela invasão de contas da Apple de 240 pessoas e pela divulgação de fotos privadas de celebridades como Jennifer Lawrence, Hope Solo, Kirsten Dunst, Kaley Cuoco e Krysten Ritter, entre diversas outras.

De acordo com as autoridades americanas responsáveis pela sentença, Garofano foi parte de um esquema com outras três pessoas, voltado para roubar senhas de contas da Apple a partir de e-mails falsos. Em abril, Garofano se declarou culpado por golpes de phishing que consistiram em se passar por um funcionário da Apple para obter nomes de usuário e senhas dos alvos.

No processo, a justiça dos Estados Unidos afirma que o crime de Garofano não se resume apenas à invasão e vazamento de fotos íntimas, mas também a tentativas de ganhar dinheiro com a venda das fotografias. O epicentro do escândalo, que ficou conhecido como The Fappening, foi o fórum anônimo 4Chan, onde prévias das imagens eram publicadas com e-mails de contatos, para que sites de notícias sobre celebridades ou usuários endinheirados pudessem entrar em contato para pagar pela liberação.

A sentença soou como um meio-termo, menor do que a pedida pela promotoria — que queria ver Garofano preso por 10 a 16 meses —, mas maior do que a solicitada pela defesa. Em sua elaboração, os advogados do acusado afirmam que o hacker teria sofrido consequências de seus atos em sua vida pessoal, além de ter amadurecido nos quatro anos que se passaram desde o escândalo. Prova disso, para os defensores, seria a admissão de culpa e tentativas não especificadas de “reparar as coisas”. O pedido era por uma pena máxima de dez meses, com metade disso em prisão domiciliar.

No final das contas, Garofano acabou condenado a oito meses de prisão, com outros três anos de liberdade supervisionada, período no qual deverá cumprir algumas regras e não cometer crimes. Esta é a última e principal sentença a ser emitida sobre o caso, com os outros três envolvidos no escândalo — Ryan Collins, Edward Majerczyk e Emilio Herrera — já tendo sido condenados a penas de nove a 18 meses de prisão.

A decisão chega exatamente quatro anos depois do caso, com a postagem das imagens tendo começado em 31 de agosto de 2014. No total, mais de 500 fotos foram divulgadas, muitas de gente anônima, mas, em sua maioria, de celebridades do gênero feminino, no maior vazamento desse tipo já registrado no mundo.

Como a origem das imagens foi o iCloud, muita gente desconfiou de uma falha nos serviços da Apple — a empresa rapidamente negou qualquer comprometimento em seus sistemas e, logo depois, as autoridades já descobriram que golpes de phishing e ataques de força-bruta foram os responsáveis pelas invasões. Na ocasião, Jennifer Lawrence, a mais atingida, categorizou o caso como um crime sexual e pediu mais rigidez das autoridades no tratamento de casos desse tipo.

Fonte: The Guardian

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