Hacker acusado de chantagear Marcela Temer pode pegar 15 anos de prisão

Por Redação | 28.09.2016 às 11:38

Nas próximas semanas deverá ir à julgamento o hacker acusado por clonar o celular da primeira-dama Marcela Temer e tentar extorquir dela cerca de R$ 300 mil para não vazar imagens íntimas e outros dados contidos no dispositivo.

Silvonei de Jesus Souza, réu primário de 35 anos, poderá pegar de sete até quinze anos de prisão caso seja condenado no processo que vai ser conduzido na 30ª Vara Criminal da Barra Funda.

Segundo informações de fontes que viram o conteúdo com o qual Silvonei teria tentado extorquir a primeira-dama, as imagens no telefone não eram de nudez, mas uma delas mostrada Marcela Temer em frente a um espelho apenas de roupa íntima. Nos autos, entretanto, apenas são citadas fotos dela com o marido Michel Temer e o filho do casal.

A tentativa de extorsão contra a esposa do na época presidente interino Michel Temer ocorreu em abril, mas só foi divulgada em maio. De acordo com informações divulgadas pela polícia, o suspeito entrou em uma conta na internet onde Marcela armazena arquivos e fotos.

O próximo passo do hacker foi invadir o celular da esposa de Temer para copiar toda a agenda dela e vários arquivos, incluindo as supostas três fotos íntimas. Com as fotos em mãos, o hacker se passou por político para tentar se aproximar ao máximo de familiares de Marcela e pedir R$ 300 mil para que as fotos não fossem divulgadas. A tentativa de extorsão aconteceu há 30 dias. O acusado foi encontrado em sua casa, na região de São João Clímaco, Zona Sul da capital paulista.

Segundo informações da investigação divulgadas ao BuzzFeed Brasil, a busca pelo hacker foi um pedido feito pelo então vice-presidente ao governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e ao secretário de segurança pública do estado, Alexandre de Moraes, que acionou a Divisão Anti-Sequestro (DAS). A prisão foi feita no dia 11 de maio, véspera da posse de Temer como presidente interino, que nomeou Moraes como ministro de Justiça de seu governo.

Fonte: Buzzfeed Brasil