Exército americano é obrigado a derrubar próprio site com temor de novos ataques

Por Redação | 09 de Junho de 2015 às 13h10

Um novo ataque de hackers ao governo dos Estados Unidos resultou na divulgação de várias capturas de telas que mostravam a página do Exército dos EUA com mensagens militares não autorizadas para compartilhamento público. O ataque teria sido cometido pela SEA, Syrian Electronic Army, que publicou as mensagens em sua conta no Twitter.

As mensagens eram voltadas às ações do governo norte-americano no Oriente Médio. O defacement realizado pelos hackers aconteceu por conta da exploração do sistema de publicação de conteúdos da Limelight Networks.

Como forma de precaução contra novos ataques e mais exibições não autorizadas de mensagens, o exército norte-americano colocou sua página principal offline, ainda que as demais páginas estejam funcionando. Em nota oficial, o Exército declarou que "tomou medidas preventivas adequadas para garantir que não haverá violação dos dados do Exército por derrubar o site temporariamente".

Além disso, um responsável da Limelight Networks confirmou que a empresa está investigando o assunto e que não acredita que a SEA está em posse de mais informações comprometedoras do Exército dos EUA.

A SEA já utilizou sua conta no Twitter no passado para revelar ligações entre autoridades dos EUA, Arábia Saudita e Turquia com rebeldes sírios. O grupo também já desenvolveu uma distribuição de Linux baseada em Ubuntu para que os apoiadores da causa possam ter acesso às informações.

No início da semana, autoridades norte-americanas admitiram que haviam sido alvo de um ataque em dezembro do ano passado, que deixou dados de quatro milhões de funcionários públicos do país acessíveis aos hackers. O governo considerou este o maior ataque da história contra o Estado Federal. De acordo com as investigações, a principal suspeita recai sobre a China.

Em maio, um novo ataque realizado por um grupo de hackers havia comprometido informações fiscais de 100 mil contribuintes norte-americanos nos quatro primeiros meses do ano.

Fontes: CNET e SEA (Twitter)

Fonte: http://www.cnet.com/news/us-army-website-offline-after-hack-by-syrian-electronic-army/#ftag=CAD590a51e

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