Criminosos já lucraram mais de US$ 2 bilhões em golpes contra funcionários

Por Redação | 07 de Abril de 2016 às 15h29
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Imagine que você é um funcionário de baixo escalão do Facebook e, de repente, recebesse um e-mail de Mark Zuckerberg. O todo-poderoso da rede social pede ajuda, pois algo aconteceu e ele precisa de dinheiro emprestado em sua conta. Pensando nos possíveis ganhos dessa parceria informal, você enviaria a grana, ou primeiro pensaria por que diabos seu CEO estaria te enviando um e-mail desse tipo?

Aparentemente, pelo menos 17 mil pessoas nos últimos dois anos não cogitaram a segunda hipótese e foram direto pela primeira. São os dados revelados nesta semana pelo FBI, que aponta que US$ 2,3 bilhões foram enviados a criminosos por meio de golpes desse tipo, que utilizam desde engenharia social até dados vazados de empresas para enganar funcionários de baixo escalão.

O caso já é o centro de uma investigação federal que acontece desde meados de 2014, mas ganhou notoriedade no começo do ano quando um funcionário do Snapchat caiu nesse tipo de golpe. A vítima, cuja identidade e posição dentro da companhia não foi revelada, recebeu um e-mail, supostamente enviado pelo CEO Evan Spiegel, solicitando informações sobre sua folha de pagamento e a devolução de valores que teriam sido pagos indevidamente. A mentira só foi descoberta depois que a transferência foi realizada para a conta do bandido.

Apesar de o FBI não ter uma estimativa de quantas tentativas foram realizadas para cada sucesso, o método, que pode parecer pouco inteligente, parece estar ganhando tração. O órgão mensura um aumento de 270% na ocorrência desse tipo de golpe desde janeiro deste ano, com valores que variam de US$ 25 mil a US$ 75 mil, dependendo da posição de funcionário que está recebendo o “pedido”. Normalmente, as vítimas estão no nível médio, com bons salários, mas distantes da gerência principal.

Além dos dados, o FBI divulgou também algumas recomendações para que as pessoas possam se precaver. A principal delas é sempre desconfiar quando um superior indireto entra em contato por e-mail. Caso acredite que a mensagem possa ser real, tente confirmar pessoalmente ou por telefone antes até mesmo de responder, e jamais realize transferências bancárias sem ter certeza absoluta de que o pedido é real.

Fonte: FBI

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