Contra internet limitada, Anonymous divulga dados de executivos da Claro

Por Redação | 24 de Agosto de 2016 às 10h43

A polêmica envolvendo as franquias de dados na internet fixa ainda está longe de terminar. Agora, a ASOR Hack Team, uma célula hacker que opera nos mesmos princípios do Anonymous, anunciou nesta terça-feira (23) uma série de ataques contra alguns dos principais executivos da Claro.

Os empresários tiveram dezenas de informações vazadas pelos hackers, incluindo telefones, endereços e até documentos pessoais, como CPF. Os executivos afetados são: José Antônio Guaraldi Félix (presidente), José Formoso Martinez (CEO de mercado empresarial), Carlos Hernan Zenteno de Los Santos (CEO de mercado pessoal), Antônio Oscar de Carvalho Petersen Filho (diretor executivo) e Roberto Catalão Cardoso (diretor executivo, administrativo e financeiro).

De acordo com o grupo, a exposição dos dados se dá justamente pela proposta das operadoras de limitar a internet dos cidadãos ao implementar o novo modelo de franquias na banda larga fixa. "Limitar o acesso à internet é um retrocesso enorme, especialmente quando temos em mente que a web é uma poderosa ferramenta de acesso à informação. A ONU declarou que a rede mundial de computadores é algo essencial para o exercício da democracia, essa medida pode até mesmo ser considerada uma censura dos meios de comunicação", disse.

"A internet hoje é uma necessidade e não um luxo, mas querem voltar a transformar ela acessível a poucos novamente. Embora sua expansão necessite melhorar, vários fatores econômicos antes esquecidos fazem parte dela com uma maior popularização da Internet Banda Larga e com o acesso através da rede móvel. Ela é uma ferramenta necessária, inclusiva e que a cada dia faz mais parte do dia a dia das pessoas", completou.

O grupo ainda exige que as demais operadoras - Vivo, TIM e NET - sejam impedidas de comercializar novos planos com previsão de bloqueio após o fim da franquia, tanto na internet fixa quanto móvel. Além disso, os hackers postaram uma página oficial com todos os detalhes do "exposed" para que qualquer usuário acesse a base de dados levantada por eles.

Até o fechamento desta notícia, a Claro não se manifestou sobre o caso, mas disse que irá se posicionar em breve. Atualizaremos a matéria caso sejam divulgadas novas informações.

Fonte: ASOR Hack Team (Facebook)

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