Banrisul pode processar Kaspersky por 'exagero' sobre ataque hacker

Por Redação | 12 de Abril de 2017 às 17h40

Na semana passada, a empresa de segurança Kaspersky divulgou um ataque hacker contra um banco brasileiro que não teve seu nome revelado. De acordo com as informações, em outubro do ano passado os atacantes "sequestraram" os servidores da instituição financeira e roubaram os dados de milhares de usuários.

Na ocasião, a Kaspersky anunciou que o banco possui cerca de 500 agências, foi fundado no início do século XX e que seus ativos são de, aproximadamente, US$ 25 bilhões: características equivalentes ao Banrisul, Banco do Estado do Rio Grande do Sul.

Diante das revelações, a mídia apontou o banco gaúcho como possível alvo dos ataques, o que está movimentando o clima na instituição. Segundo divulgações desta quarta-feira (12), a insinuação fez com que o Banrisul passasse a avaliar uma ação judicial contra a Kaspersky por "extrapolações". De fato, na época do ocorrido alguns analistas apontaram um ataque feito ao Banrisul, mas aparentemente o grau de impacto da invasão não foi o mesmo relatado pela empresa de segurança russa.

Conforme o anúncio da Kaspersky Lab, o banco já estava sob domínio dos hackers (que se preparavam para o ataque) há meses, o que, segundo especialistas, não condiz com o que aconteceu ao Banco do Estado do Rio Grande do Sul. Segundo Frederico Neves, diretor de Serviços e de Tecnologia do NIC.br, a conta envolvida no hack foi acessada apenas algumas horas antes da invasão. "Os autores do trabalho demonstram ter acesso parcial a evidências do evento e extrapolaram dados apresentados", disse o especialista sobre o trabalho dos analistas da Kaspersky.

Na tentativa de tranquilizar os clientes do Banrisul, o NIC.br publicou um documento afirmando que não houve vulnerabilidades por parte da instituição financeira. Na mesma linha, o banco fez questão de deixar claro que o incidente foi imediatamente combatido e não gerou prejuizo para nenhum dos usuários de seu sistema digital. De qualquer forma, o banco pode mover um processo contra a Kaspersky sob o argumento de que a empresa divulgou informações falsas.

Fonte: G1

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