Apple, Samsung e Microsoft reagem a vazamento de dados sobre espionagem da CIA

Por Redação | 08 de Março de 2017 às 08h54
photo_camera Divulgação

Logo após o Wikileaks divulgar nesta terça-feira (7) milhares de documentos sobre operações confidenciais da CIA, incluindo protocolos de espionagem e práticas de hack, várias empresas de tecnologia, cujos produtos foram alegadamente comprometidos pela Agência Central de Inteligência norte-americana, se pronunciaram a fim de tranquilizar seus consumidores.

Segundo os documentos, o programa de hacking da CIA, inclui um arsenal de malwares que foram usados inclusive em dispositivos como iOS, Android, Windows e até mesmo os sistemas operacionais de TV da Samsung, cujos microfones embutidos foram usados como fonte de captação de áudio.

"A tecnologia incorporada no iPhone atualmente representa a melhor segurança de dados disponível para os consumidores, e estamos constantemente trabalhando para mantê-la dessa forma", afirmou a Apple em uma extensa declaração. "Embora a nossa análise inicial indique que muitas das questões vazadas hoje já foram corrigidas no iOS mais recente, vamos continuar a trabalhar para resolver rapidamente todas as vulnerabilidades identificadas.

A Samsung - cuja série de televisores F8000 estava comprometida através de um hack desenvolvido pela agência britânica MI5 - foi mais breve em seu posicionamento. "Proteger a privacidade dos consumidores e a segurança dos nossos dispositivos é uma prioridade na Samsung”, acrescentando que está ciente do relatório em questão e averiguando urgentemente o assunto.

Computadores e smartphones

Os vazamentos também alegam que a CIA teria criado malwares para computadores que executam o Windows. Logo, a Microsoft emitiu uma breve declaração, dizendo que está ciente do relatório e analisando o problema.

Já o Google se recusou a comentar as alegações de que a CIA era capaz de "penetrar e controlar" celulares Android devido à sua descoberta de bugs de "dia zero" - falhas anteriormente desconhecidas no código do sistema operacional.

Da mesma forma, a Fundação Linux ainda não reagiu publicamente às alegações de que a agência havia criado "sistemas de ataque e controle" que poderiam sequestrar computadores alimentados por software baseado em Linux.

"Incrivelmente prejudicial"

De acordo com o Wikileaks, a série reúne documentos colhidos entre 2013 e 2016, mas não foram dadas informações sobre como eles foram obtidos. A CIA ainda não confirmou se eles são, de fato, reais.

"Se o que eu li é verdade, isso parece ser um vazamento incrivelmente prejudicial em termos de táticas, técnicas, procedimentos e ferramentas que foram usados ​​pela Agência Central de Inteligência para conduzir inteligência estrangeira legítima", afirmou o ex-diretor da CIA Michael Hayden, à BBC.

Os vazamentos representam um enorme problema para a CIA, não só pelo fator constrangimento - que uma agência cujo trabalho é desvendar os segredos de outras pessoas não ter sido capaz de manter os seus próprios – mas também haverá o medo de uma perda de cobertura de inteligência contra alvos que podem mudar seu comportamento porque eles agora sabem o que os espiões podem fazer.

Fonte: BBC

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