Pesquisa: um em cada cinco usuários de Android sofre ciberataques

Por Redação | 21 de Outubro de 2014 às 16h31
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Os crimes virtuais envolvendo dispositivos móveis têm aumentado a cada temporada e os alvos costumam ser os ambientes digitais mais populares. Como o sistema operacional Android é o mais utilizado, ele também é o mais visado: uma pesquisa realizada pela Kaspersky Lab e pela Interpol indica que um em cada cinco aparelhos sofreu tentativas de ataque por softwares maliciosos, entre agosto de 2013 e julho deste ano.

"A Interpol e a Kaspersky Lab elaboraram um relatório que destaca as ameaças e tendências atuais registradas no período de 2013 e 2014. Este relatório mostra mais uma vez que o crime cibernético não é apenas um novo tipo de crime. O que vemos aqui são o modelo e a estrutura do crime organizado tradicional encapsulados em uma forma tecnologicamente avançada", disse Dr. Madan Oberoi, diretor de Inovação e Divulgação da Segurança Cibernética da Interpol.

De acordo com o levantamento, mais de um milhão de dispositivos móveis com Android foi atacado por softwares maliciosos, o que representa 1/5 dos clientes da Kaspersky Lab. Desse um milhão, 57,08% foram atacados por programas do tipo Trojan-SMS, softwares que usam o aparelho para enviar mensagens para números premium.

Em segundo lugar, com 21,52%, ficam os RiskTool, programas condicionalmente legítimos que podem ser utilizados para fins maliciosos, como o mesmo procedimento de um Trojan-SMS, ou para transmissão de dados de geolocalização, entre outras informações. Em terceiro, com 7,3%, ficou a publicidade agressiva, como os Adwares, mais conhecidos como pop-ups e barras de navegação indesejáveis.

Neste levantamento, os países mais atingidos foram Rússia, Índia, Cazaquistão, Vietnã, Ucrânia e Alemanha. Além do fato dos produtos da Kaspersky serem mais populares e utilizados nessas localidades, são estes também os locais onde os criminosos virtuais mais gostam de atuar, já que nessas regiões as pessoas costumam pagar por conteúdo e serviços online via SMS. Essa forma de faturamento facilita a transferência de dinheiro rápida e anônima de contas com celulares pré-pagos a contas bancárias de terceiros.

Na América Latina, o RiskTool ficou em primeiro lugar, seguido do Trojan-SMS e da publicidade agressiva. O Brasil é o país com maior incidência de ataques, com México em segundo lugar e Colômbia em terceiro.

Além das atualizações de segurança, uma das maneiras de diminuir esses ataques seria melhorar a legislação com relação ao faturamento de valores via SMS. De acordo com o levantamento do Kaspersky Lab, esse foi um dos fatores que contribuíram para a queda de crimes virtuais na Rússia em abril deste ano.

Para saber mais detalhes sobre a pesquisa, assim como os ataques mais comuns, basta acessar o site Securelist.com.

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