Para Eugene Kaspersky, terrorismo e ciberativismo estão se misturando

Por Redação | 18 de Dezembro de 2014 às 14h06
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O especialista em segurança Eugene Kaspersky, fundador da firma de mesmo nome, é o mais recente analista a comentar o ataque hacker recente sofrido pela Sony Pictures. Repercutindo a notícia do cancelamento de “A Entrevista”, filme com James Franco e Seth Rogen que teria sido o estopim de todo o caso, ele afirma que o ciberativismo e o terrorismo estão cada vez mais misturados.

Ele se refere, especificamente, à ameaça feita pelo grupo Guardiões da Paz aos cinemas americanos, que disse estar pronto para atacar salas de exibição que estivessem com o filme em cartaz. Apesar de não existirem indícios de que o hacker teria conexões com células terroristas, a Sony decidiu cancelar o lançamento do filme devido a questões de segurança.

Em seu texto original, os autointitulados “Guardiões da Paz” prometiam ataques ao melhor estilo 11 de setembro. E é justamente esse tipo de coisa que preocupa Kaspersky, já que o ataque sofrido pela Sony tem motivação completamente política. Ele afirma que a mistura entre ativismo virtual e terrorismo era um temor antigo seu e que, agora, parece estar prestes a se tornar realidade.

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Mais do que isso, o especialista tem medo de um ataque desse tipo a infraestruturas como sistemas de comunicação ou energia elétrica. Para Kaspersky, se existe uma coisa que o ataque à Sony prova, é que nem mesmo as empresas aparentemente melhor protegidas contra ataques estão efetivamente seguras, já que os hackers estão se tornando cada vez mais arrojados e avançados.

Por fim, ele traça um panorama sombrio para o futuro: não dá para saber quem vai ser atacado na sequência, mas é possível afirmar que novos golpes vão, sim, acontecer. E para as companhias, resta se preparar da maneira mais adequada possível para lidar com isso, de forma que o dano que ocorreu com a Sony, tanto em termos financeiros quanto de perda de credibilidade, seja minimizado no futuro.

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