Norse: um mapa animado e ao vivo de ciberataques pelo mundo

Por Redação | 30.06.2014 às 14:05

A empresa americana de segurança em informática Norse desenvolveu um mapa interativo que é capaz de ilustrar em tempo real ataques cibernéticos que acontecem em todo o mundo. No teste feito pela Business Insider, os Estados Unidos foram os mais atingidos pelos ataques: em 45 minutos, o país foi alvo de 5.480 ataques cibernéticos.

Durante este tempo, os Estados Unidos sofreram 27 vezes mais ataques que a Tailândia, que ficou em segundo lugar como quem mais recebeu investidas de ciberataques, sendo alvo em 220 ataques durante o mesmo período. Número muito inferior ao sofrido pelos americanos.

norse ataque hacker

Segundo as informações, o mapa não mostra todo o movimento hacker que acontece no mundo, mas apenas em uma rede chamada de “honeypot”, da Norse, que foi desenvolvida com o propósito de identificar a pirataria, representando um cenário hipotético do que seriam as tentativas globais de ataque.

A estimativa é que a magnitude desses ataques seja muito maior do que aquilo que o mapa representa. Há informações, por exemplo, que apenas o Pentágono receba diariamente uma investida de 10 milhões de hackers sozinho, e a Administração Nacional de Segurança Nuclear dos Estados Unidos apresenta um número próximo. O New York Times já informou que as universidades americanas enfrentam milhões de investidas semanalmente.

Segundo o que é possível identificar no mapa, a origem da maior parte dos ataques é a China. Durante os 45 minutos analisados inicialmente, o país originou 2.513 ataques, com a maioria deles destinada aos Estados Unidos, que aparece como segundo no quesito origem, com 1.550 investidas. No entanto, neste caso de forma mais separada, com alvos dentro do próprio país.

O site Smithsonian, no entanto, afirma que não é certo que esses ataques partam mesmo da China, uma vez que muitos hackers usam um sistema para que seu sinal seja emitido de um local diferente do que o que eles se encontram.

A Business Insider destacou o prejuízo dos ataques chineses à economia e segurança dos Estados Unidos e deu como exemplo um novo modelo de avião que está sendo desenvolvido na China com base em dados roubados do F-35 de quinta geração.

Nos dados apresentados o Brasil não aparece entre os países mais atacados e nem como origem de ataques.