Na China, pirataria é normal e hackers trabalham em horário comercial

Por Redação | 23 de Maio de 2013 às 17h20

Diversas empresas norte-americanas têm se queixado que estão sob ataque de hackers chineses nos últimos anos. O mesmo tipo de acusação também é feito pelo governo dos Estados Unidos, mas parece que existe uma razão simples para tudo isso: na China, a pirataria não é algo para se envergonhar.

A cultura da pirataria na China não se limita aos ataques militares ultrassecretos, em que hackers realizam encomendas para furtar dados de governos e de empresas estrangeiras. Na verdade, ela é tratada como um trabalho "comum", que pode ser realizado apenas em horário comercial.

Quem abordou o assunto com este tom foi o jornal The New York Times, por meio de um artigo que descreve a China como uma "terra de oportunidades" para os hackers. Por lá, o hacking prospera através de mundos oficiais, empresariais e criminais.

Seja ele usado para invadir redes privadas, acompanhar a dissidência online ou roubar segredos comerciais, a pirataria é abertamente discutida e até mesmo promovida em feiras, dentro de salas de aula das universidades e em fóruns na Internet. De acordo com o site, o Ministério da Educação e universidades chinesas, por exemplo, juntam-se a empresas para patrocinar competições de hacking que contam com a presença de diversos olheiros.

Empresas privadas na China estão empregando hackers para espionagem industrial, e a polícia também está contratando seus serviços em operações mais complexas. O hacking é realmente um trabalho cotidiano no país, tanto que as autoridades norte-americanas dizem que a maioria dos ataques acontece no horário comercial de Pequim, entre 9h e 17h.

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