Kaspersky Lab identifica novo worm para Skype que entende português

Por Redação | 28 de Maio de 2013 às 17h09
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Os pesquisadores da Kaspersky Lab identificaram novos modelos de worms, que são programas replicantes muito parecidos com vírus, para Skype que visam atacar os computadores brasileiros e que possuem novas características, incluindo a habilidade de 'falar' português e de controlar os computadores infectados à distância. O Skype se tornou o principal alvo dos cibercriminosos após o fim do MSN Messenger.

Fabio Assolini, analista sênior de malware da Kaspersky Lab Brasil, afirmou em nota oficial que o novo modelo de worm está disseminando mensagens com um português não muito apurado e utilizando muitos recursos de engenharia social para se promover. "O tema da mensagem pode variar, mas sempre irá se referir a uma suposta foto. Para tornar as mensagens menos suspeitas, os links poderão ter no final o ID da conta do usuário no Skype, seguido de um emoticon. Outras mensagens podem ainda exibir no final do link uma falsa extensão de arquivo de imagem (jpeg, bmp, gif etc), com um texto provavelmente traduzido em serviços automatizados, o que prova que sua origem não é brasileira", explicou.

Para determinar em qual idioma a mensagem maliciosa deve ser escrita, o worm é capaz de identificar em qual região do globo o usuário está localizado e, com base em uma lista de países que inclui o Brasil, será definida em qual língua a mensagem será enviada. Os links, por sua vez, redirecionam os usuários para sites gratuitos de hospedagem como 4shared, Hotfile e outros sites legítimos que foram comprometidos para abrigar o instalador do worm, que sempre aparece como um arquivo no formato .zip.

Assim que o malware for instalado na máquina da vítima, ele solicita que o usuário forneça acesso à sua conta no Skype e, depois disso, o computador passa a ser controlado remotamente por cibercriminosos que irão utilizar o sistema e instalar bots que farão o envio de spams, realizar ataques de navegação ao sistema entre outras práticas.

Como o worm tem a capacidade de alterar o idioma para cada região, os pesquisadores da Kaspersky Lab afirmam que o seu alcance tem sido global e que seus principais alvos são Estados Unidos, Rússia e outros países da Europa. O Brasil encontra-se empatado no terceiro lugar entre os mais atingidos pelo malware com Polônia e Ucrânia, enquanto a Rússia e a Alemanha encontram-se, respectivamente, na primeira e segunda posições do ranking.

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