Hacker se declara culpado após tentar vender dados a um agente secreto do FBI

Por Redação | 30 de Agosto de 2013 às 15h25

Um hacker da Pensilvânia se declarou culpado por vender informações sobre supercomputadores do governo dos Estados Unidos. Ele foi pego ao oferecer seu "produto" para um agente do FBI.

Andrew James Miller, de 24 anos, já havia admitido o acesso ilegal aos servidores localizados no Centro Nacional de Computação Científica para Pesquisa de Energia (National Energy Research Scientific Computing Center), conforme relata o britânico Computing.

Miller era membro de um grupo chamado "Underground Intelligence Agency" e foi preso em junho de 2012 depois de tentar vender uma senha de acesso à pesquisas do Departamento de Energia dos Estados Unidos para um agente federal disfarçado. Uma série de conversas online comprovaram as tentativas de venda do hacker.

Mais conhecido na web pelo codinome "Green", Miller ofereceu acesso aos servidores por US$ 50 mil e também alegou ter acesso a computadores da Universidade de Harvard e da Universidade da Califórnia. Em conversa com o agente disfarçado do governo, ele disse ainda que tinha invadido os sistemas corporativos do Google, Yahoo! e American Express.

Os documentos do processo criminal apontam que o FBI não pagou o valor solicitado pelo hacker para acessar o supercomputador. Porém, a Agência precisou desembolsar alguns "trocados" por outras informações: cerca de US$ 1 mil (R$ 2,3 mil) para acessar a rede de uma empresa de telecomunicação, mais US$ 1 mil por dados de clientes de uma rede de pizzarias e outros US$ 1,2 mil (R$ 2,8 mil) pelos dados de clientes de um provedor de internet.

Os documentos do tribunal norte-americano sugerem que Miller pode pegar até 18 meses de prisão depois de fazer um acordo judicial com as autoridades de Massachusetts, embora ele permaneça livre até a data de divulgação oficial da sentença, marcada para novembro.

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