Hacker norte-americano promete atacar todos os países que ajudarem Snowden

Por Redação | 03 de Julho de 2013 às 17h49

O hacker norte-americano 'The Jester' é conhecido por ser extremamente patriota, e ele acaba de dar mais uma prova disso. Ele disse que vai disparar ataques cibernéticos contra todos os países que consideram a possibilidade de conceder asilo a Edward Snowden.

Desde a última segunda-feira (01), The Jester está invadindo uma série de sites do governo do Equador, devido aos rumores mais quentes a respeito do asilo de Snowden estarem relacionados ao país do presidente Rafael Correa. "São inimigos e é assim que vou tratá-los, e também qualquer um que os ajude", disse o hacker.

Após o delator do esquema de espionagem praticado pelo governo dos Estados Unidos ter enviado um pedido de ajuda para mais de 20 países, o hacker está atento a todos os movimentos favoráveis ao "traidor da pátria". A Venezuela é um dos países que tem sinalizado favoravelmente a possibilidade de receber Snowden, e The Jester está ciente disso. Ele disse ao FoxNews.com que poder direcionar seus ataques ao país sul-americano.

The Jester lançou ataques DDoS em um site que hospeda a página do Ministério do Turismo do Equador e em outro que hospeda o site da Bolsa de Valores do país. Quando o Equador abruptamente disse que não iria abrigar Snowden, The Jester disse à FoxNews.com que iria restaurar os sites. Em poucos minutos eles estavam online novamente.

A identidade do hacker não é conhecida, mas ele já invadiu uma série de sites jihadistas, derrubando fóruns onde terroristas se reuniam. Ele se autointitula como um "hacker do bem", e enxerga pessoas como o criador do WikiLeaks, Julian Assange, e o ex-funcionário da NSA, Edward Snowden, como um perigo para os interesses dos Estados Unidos. Em 2010, The Jester derrubou os servidores do WikiLeaks quando o site divulgou telegramas do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Enquanto isso, Snowden continua sem um futuro definido. Supostamente, ele ainda está na zona de trânsito do aeroporto internacional de Moscou, na Rússia, aguardando que alguma autoridade o aceite em seu país. O Brasil, por exemplo, ignorou o pedido de asilo do delator do esquema de espionagem PRISM.

Já o presidente da Bolívia, Evo Morales, teve que seguir uma rota alternativa ao deixar Moscou na última terça-feira (02), pois Portugal e França impediram o sobrevoo de seus espaços aéreos devido a rumores que afirmavam que Snowden estaria a bordo. O Departamento de Estado norte-americano não foi encontrado para se pronunciar sobre a acusação de que tenha forçado os governos francês e português a recusar acesso ao seu espaço aéreo.

Saiba mais: Avião de Evo Morales é impedido de voar devido a possível presença de Snowden

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