Endereços IP levaram à identificação da origem dos ataques à Sony

Por Redação | 07 de Janeiro de 2015 às 19h51

Durante a International Conference on Cyber Security 2015, um evento sobre segurança digital que está acontecendo em Manhattan, nos Estados Unidos, o diretor do FBI, James Comey, afirmou que os hackers responsáveis pelos ataques recentes aos servidores da Sony Pictures foram “descuidados”. Segundo ele, a investigação ainda em curso descobriu que diversos endereços de IP ligados ao ataque pertencem à Coreia do Norte, e que foi assim que o governo chegou à origem da invasão.

De acordo com Comey, os IPs mal mascarados aparecem em comunicações com funcionários da Sony Pictures e também em tentativas de conexão aos servidores da empresa. Como a internet na Coreia do Norte é extremamente restrita, são poucos os endereços disponíveis por lá, com absolutamente todas as linhas de transmissão sendo controladas pelo governo. Assim, é impossível que terceiros, não relacionados a Pyongyang, tenham obtido acesso à rede. As informações são do The Verge.

Inicialmente, acreditava-se que a origem dos ataques era a China, com os hackers do grupo Guardians of Peace trabalhando sob contrato para o governo da Coreia do Norte. Mais tarde, porém, os Estados Unidos apontaram o país asiático diretamente como a fonte dos ataques, o que motivou sanções econômicas e diplomáticas à nação liderada com mão de ferro por Kin Jong-un.

No palco da conferência, Comey não poupou palavras e afirmou veementemente que a Coreia do Norte foi sim a responsável pelos ataques, apesar de suas negações oficiais. Provas mais profundas sobre o caso, de acordo com o FBI, não podem ser trazidas ao público por conterem também detalhes sobre métodos de identificação e vigilância do próprio governo. Essa atitude, inclusive, gerou críticas de grupos associados à defesa da liberdade e privacidade, além de questionamentos sobre uma real identificação da origem da ação.

Além dessa nova informação, uma similaridade de métodos e a infraestrutura utilizada para os golpes já haviam sido apontadas por Washington como uma prova de que a Coreia do Norte está envolvida. Apesar de ter negado sua participação, o país asiático elogiou os hackers pela ação e acusou os Estados Unidos de não apenas praticarem terrorismo, com o lançamento de “A Entrevista”, mas também realizar uma campanha de propaganda negativa com as acusações que se seguiram.

A invasão aos servidores da Sony Pictures levou ao vazamento de informações pessoais de funcionários, fornecedores e atores de Hollywood, além do vazamento de filmes e conversas por email que revelaram planos da empresa. Como resultado do ato, a produtora anunciou uma suspensão no lançamento do filme que, mais tarde, foi derrubada em prol de uma disponibilização segmentada em poucos cinemas e plataformas de streaming.

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