Cibercriminosos estão cada vez mais organizados e agora agem como empresários

Por Redação | 07 de Janeiro de 2013 às 09h25

À medida que a tecnologia avança, os criminosos virtuais também correm para acompanhar esse ritmo e não ficar de fora do "mercado". Eles estão ficando cada vez mais organizados e profissionais, tanto que o último relatório de crimes cibernéticos da Fortinet, empresa especializada em segurança digital, os chama de "empresários".

A pesquisa mostra que o crime virtual também está se organizando, assim como acontece com o tráfico. Já existem diversas organizações que dividem seus "funcionários" em diferentes cargos que devem respeitar uma hierarquia, como executivos, gerentes e funcionários de baixo escalão.

Mas que tipo de serviço essas organizações oferecem? Geralmente elas trabalham para gerir e proteger redes zumbis, fazendo a mudança constante de endereços de IP, por exemplo. Além disso, elas podem até mesmo cobrar por consultoria dessas botnets e, segundo o relatório da Fortinet, o valor cobrado gira em torno de US$ 350 (R$ 715) a US$ 400 (R$ 815) pelo serviço.

A pesquisa da empresa também conseguiu descobrir outros valores da "tabela de preços" de serviços dos criminosos da Internet. O aluguel de uma rede botnet, por exemplo, custa US$ 535 (R$ 1090), com direito a uso por cinco horas diárias durante uma semana.

Quem deseja descobrir uma senha desembolsa US$ 17 (R$ 35) a cada 300 milhões de tentativas, algo que é feito em cerca de 20 minutos. Para infectar e distribuir vírus, os cibercriminosos cobram cerca de US$ 100 (R$ 205).

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