Ataques ao Twitter, Facebook e Apple podem ter origem no leste europeu

Por Redação | 20.02.2013 às 13:37

Uma recente onda de ataques de malware atingiu mais de 40 empresas, entre elas gigantes como a Apple, Facebook e Twitter. A iniciativa teria partido de um grupo de hackers do leste europeu que está tentando roubar segredos empresariais.

A Apple foi uma das três vítimas a divulgar publicamente os ataques deste mês, e disse que alguns empregados tiveram suas máquinas invadidas. Os hackers utilizaram um site para desenvolvedores para conseguir realizar o ataque à Maçã.

"Nós identificamos um pequeno número de sistemas dentro da Apple que foram infectados e os isolamos de nossa rede", disse a Apple por meio de um comunicado enviado à imprensa na última-segunda-feira (18).

Apesar de alguns especialistas em segurança online terem apontado a culpa para a China, algumas fontes familiarizadas com o assunto disseram à

Bloomberg

que os ataques partiram da Rússia ou da Europa Oriental. Entre os segredos empresariais que o grupo de hackers tenta acessar estão pesquisas e propriedade intelectual que podem ser vendidas no mercado negro.

A prova de que os ataques podem ser provenientes do leste europeu é o tipo de malware que está sendo usado pelos hackers, que é mais comumente usado por criminosos virtuais do que por espionagem do governo, como foi especulado. Além disso, os investigadores seguiram pelo menos um servidor que está sendo usado pelos hackers até uma empresa ucraniana de hospedagem.

E os chineses?

Na última segunda-feira (18), o The New York Times divulgou um relatório dizendo que uma "porcentagem esmagadora" dos ataques virtuais em empresas norte-americanas, agências governamentais e outras organizações vieram de um edifício de escritórios com 12 andares localizado em Xangai, que possui laços com o Exército de Libertação Popular chinês. No final das contas, essas alegações não foram confirmadas e as autoridades chinesas negaram categoricamente o envolvimento com os ataques.

A investigação, feita por funcionários da inteligência norte-americana e divulgada pelo jornal de Nova York, foi realizada ao longo de meses e incluiu o roubo de senhas corporativas de funcionários, bem como espionagem em computadores pessoais. Já os ataques citados pela Bloomberg (à Apple, Facebook e Twitter), foram um pouco diferentes, já que apenas um pequeno número de sistemas foi infectado e os hackers entraram por meio de vulnerabilidade no Java.