Anonymous protesta contra proibição de máscaras em protestos e tira sites do ar

Por Joyce Macedo | 04 de Setembro de 2013 às 15h04

Durante a manhã desta quarta-feira (04), o site do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro ficou fora do ar, e o Anonymous Brasil assumiu o ataque. O grupo usou sua página no Facebook para mandar um recado às autoridades: "Já passamos de 1h30min de ataque ao http://www.mprj.mp.br/ e podem ter certeza que tenho armamento suficiente para deixar o resto do ano off. Já disse, enquanto não revogarem a proibição das máscaras não vai voltar a funcionar". Por volta das 13h30 o site ainda permanecia instável.

No início desta semana, o grupo hackitista também invadiu o banco de dados da Assembleia Legislativa do Rio (ALERJ) como forma de protestar contra a votação de um projeto que proíbe máscaras em manifestações públicas no estado do Rio de Janeiro. Nome, e-mail e CPF de vários servidores da Casa foram divulgados pelo grupo.

A sessão para votar o polêmico projeto de lei aconteceu na última terça-feira (03), mas a ALERJ adiou a votação devido ao recebimento de 13 emendas que devem ser analisadas antes do pleito. Porém, a 27ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do estado autorizou a polícia a fazer a identificação criminal de pessoas que participem de manifestações com o rosto coberto.

Sendo assim, os policiais poderão encaminhar os mascarados para registro de impressão digital e por imagem, para que o material seja usado nas investigações realizadas pela Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismos em Manifestações Públicas (CEIV).

Prisões de administradores de páginas no Facebook

Ainda na manhã desta quarta-feira (04), três administradores da página no Facebook atribuída ao grupo Black Bloc foram presos pela Polícia Civil do Rio de Janeiro durante uma operação da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI); que também resultou na apreensão de dois menores investigados por envolvimento com a atividade. Vale lembrar que, assim como o Anonymous, o Black Bloc se configura mais como uma tática difusa, não como um movimento organizado centralmente.

Durante a ação, os agentes disseram ter apreendido máscaras, computadores, arma e imagens de pedofilia. O Black Bloc é acusado de ser o grupo responsável pelas cenas de vandalismo que ocorreram nos protestos dos últimos meses no Rio de Janeiro. Por meio da página do grupo no Facebook, os integrantes alegam que "os que estão sendo presos estão sendo coagidos a entregarem senhas das redes sociais" para os policias.

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