Uber afirma já ter pago mais de R$ 495 milhões em impostos no Brasil

Por Redação | 24 de Outubro de 2017 às 12h54
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Em um novo posicionamento contra a PL 28/2017, que tenta regulamentar o transporte de passageiros por aplicativos, a Uber emitiu nota oficial afirmando já ter pago R$ 495,61 milhões em impostos ao Brasil somente neste ano. Os dados representam a soma de tributos federais, como PIS e Cofins, e também municipais, referentes a normas locais de funcionamento do setor.

Com a divulgação, a companhia também revelou alguns números. Segundo ela, hoje são 17 milhões de usuários frequentes da plataforma em todas as cidades brasileiras em que atua, com mais de 530 milhões de viagens já tendo sido realizadas desde a chegada do aplicativo ao Brasil. São Paulo e Rio de Janeiro são as maiores do país, e também fazem parte dos dez municípios que mais utilizam a Uber em todo o mundo.

O objetivo da nova divulgação de dados é não apenas fazer oposição ao projeto de lei, mas também rebater um dos principais argumentos de taxistas, sindicatos e cooperativas: o de que motoristas de aplicativos não pagam impostos nem estão sujeitos às mesmas legislações. O comunicado da Uber à imprensa não faz menções a isso, mas a estratégia da companhia é bastante clara e acompanha também outras divulgações e mobilizações.

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Nesta terça-feira (24), motoristas de aplicativos estão reunidos em Brasília para entregarem assinaturas e folhetos informativos a senadores. Tudo porque está marcada para o início da tarde desta terça (24) mais uma avaliação do pedido de urgência para a votação da PL 28/2017, que pede que o projeto siga adiante sem mais deliberações ou alterações.

O ponto mais polêmico, aqui, é a imposição de licenças para que os motoristas exerçam atividade de transporte de passageiros. A exigência de alvarás especiais e placas vermelhas, segundo os apps, transforma seus serviços em mais uma categoria de táxis convencionais, reduzindo o número de carros, encarecendo o processo e deixando esse controle nas mãos da política pública.

A mobilização levou até mesmo à união de concorrentes em uma campanha chamada Juntos pela Mobilidade, encabeçada pela Uber, Cabify e 99. Agora, o pedido corrente é para aprovação de um projeto de lei substitutivo, apresentado pelo senador Pedro Chaves (PSC-MS), que exclui a necessidade de alvarás, mas mantém outros pontos vistos como positivos, como a obrigatoriedade na checagem de antecedentes criminais, contribuição com o INSS e corresponsabilidade entre empresas e motoristas no caso de acidentes.

Fonte: Uber

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