Twitter e Facebook fazem acordo com a Turquia e voltam a funcionar no país

Por Redação | 06 de Abril de 2015 às 18h27
photo_camera Foto: Divulgação/Reuters

No início desta segunda-feira (6), a Turquia decidiu bloquear alguns sites e as redes sociais mais populares do país (e do mundo), como o Twitter, Facebook e YouTube, para evitar que as fotos de um promotor morto fossem divulgadas.

Apenas algumas horas depois da suspensão, o governo da Turquia fez acordos com o Twitter e o Facebook. Com o Twitter, o combinado foi que a rede social iria desativar algumas contas e remover imagens relacionadas ao crime.

O Facebook, depois de muita resistência e com a intenção de ainda recorrer da decisão, também acatou à vontade do júri. Segundo o acordo decidido em tribunal turco, para não ter mais o serviço bloqueado, a rede social de Mark Zuckerberg restringiu acesso a certos conteúdos ofensivos.

Ibrahim Kalin, porta-voz da Presidência da Turquia, diz que o bloqueio se deve ao fato de algumas organizações de mídia agirem como se estivessem disseminando propaganda terrorista com a divulgação do caso.

Sequestro e morte

Mehmet Selim foi capturado no dia 31 de março e mantido como refém por mais de seis horas por militantes de extrema-esquerda. No momento do sequestro, uma foto que mostra Selim e um dos sequestradores apontando uma arma na cabeça do promotor foi publicada nas redes sociais. No dia seguinte, quatro jornais turcos começaram a ser investigados pela justiça devido à divulgação da foto.

Promotor Turquia

Ao todo, mais de 166 sites já haviam divulgado as fotos de Selim, que foi morto junto com os dois sequestradores em conflito com a polícia, na tentativa de resgate, algumas horas depois do início do sequestro.

O promotor foi o responsável em investigações da morte de um adolescente atingido por uma bomba de gás disparada pela polícia durante protestos anti-governamentais em 2013.

Não é a primeira vez que a Turquia exige o bloqueio de redes sociais. No ano passado, o Twitter e o YouTube foram desativados no país para impedir que um vídeo que entregava corrupção na política fosse divulgado.

Via: Mashable, G1, Convergência Digital

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