TikTok pode se livrar de venda obrigatória a empresa dos EUA

Por Felipe Junqueira | 16 de Fevereiro de 2021 às 09h00
Kon Karampelas/Unsplash

A venda forçada do TikTok para uma empresa americana pode não acontecer, no final das contas. As negociações do aplicativo com Oracle e Walmart foram suspensas temporariamente, e o novo governo americano, encabeçado por Joe Biden, pode buscar outra solução para evitar que dados de americanos sejam repassados para o governo chinês.

O ex-presidente Donald Trump havia imposto a data limite de 4 de dezembro para que a venda do TikTok a uma empresa sediada nos Estados Unidos se concretizasse. A Justiça proibiu o bloqueio do app no país, mas isso não impediu que Oracle e Walmart mantivessem em andamento as conversas pela compra da plataforma.

Agora, de acordo com fontes do Wall Street Journal, a transação foi suspensa “indefinidamente”. A administração de Joe Biden analisa o caso e revê esforços anteriores para coibir riscos de segurança de empresas de tecnologia chinesas. É possível que uma venda ainda seja forçada, mas em termos diferentes, mas há também uma possibilidade de o governo americano não obrigar mais que o TikTok opere como empresa americana no país.

Tudo indica que ainda há conversas entre a rede social e o Comitê de Investimento Estrageiro dos Estados Unidos para buscar outra solução. Uma alternativa à venda seria transferir os dados de usuários americanos para uma terceira empresa considerada confiável pelo governo americano, impedindo que o governo chinês tenha acesso a essas informações.

Isso resolveria outro impasse, que é a possibilidade de a China impedir que a ByteDance transfira os algoritmos de recomendação de vídeos para uma empresa estrangeira. Assim, o TikTok seguiria operado pela empresa-mãe chinesa, ao mesmo tempo em que os dados dos americanos estariam seguros.

A administração Biden deve tomar uma decisão sobre o TikTok em breve. O governo tem até o dia 18 de fevereiro para dar uma resposta a um desafio legal feito pela rede social na Justiça. A postura a ser adotada neste caso pode indicar também o futuro de outras companhias chinesas nos EUA, como a Xiaomi, ZTE e Huawei.

Fonte: The Wall Street Journal

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