WikiLeaks considera Temer informante de inteligência dos EUA

Por Redação | 13.05.2016 às 18:34

Nesta sexta-feira (13), um documento divulgado pelo site de ativismo norte-americano WikiLeaks revelou que o presidente interino Michel Temer se reuniu duas vezes com funcionários do governo dos Estados Unidos para discutir possíveis alianças eleitorais e comentar a situação política brasileira. Na divulgação dos documentos, o WikiLeaks identificou Michel Temer como um informante de inteligência dos Estados Unidos.

A página, que é utilizada para divulgar documentos de interesse público, afirma que os encontros se deram em 2006, ocasião em que Temer atuava como deputado e presidente do PMDB. Na época, o peemedebista considerava que apesar de a eleição do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter criado grandes esperanças aos brasileiros, o governo apresentava resultados decepcionantes, fato este que fez Michel Temer começar a avaliar o lançamento de um candidato do seu próprio partido.

As informações apresentadas mostram que Temer considerava a visão de Lula estreita e com "ênfase excessiva nos programas sociais que não promovem o crescimento e o desenvolvimento econômico". Além disso, o atual presidente afirmou que "alguns líderes do PT roubaram as finanças públicas, não para seu benefício pessoal, mas para ampliar o poder do partido". As declarações do atual presidente datam de 11 de janeiro de 2006 e estão reunidas em um arquivo do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Um segundo documento divulgado ao público pelo WikiLeaks, ocorrido em 21 de junho de 2006, mostra que Michel Temer se reuniu com o cônsul-geral dos Estados Unidos, Christopher McMullen, que criticou severamente o PMDB. De acordo com McMullen, o partido é "uma coalizão de caciques regionais oportunistas" e sem "uma ideologia ou uma estrutura política que lhe permita elaborar e implementar uma agenda política nacional coerente".

Para ler o arquivo completo clique aqui.

Fonte: Exame