Ministério da Cultura vai dar incentivo para criação de vlogs e apps culturais

Por Redação | 14.03.2017 às 12:16

Ao longo deste ano, a Secretaria de Audiovisual (SAv) do Ministério da Cultura lançará um pacote de editais para fomentar vlogueiros e desenvolvedores brasileiros. O anúncio foi feito na última sexta-feira (10), durante painel da secretária do Audiovisual, Mariana Ribas, no evento RioContentMarket.

Serão sete editais, dos quais cinco atendem a demandas tradicionais: longa-metragem documentário; curta-metragem; mostras e festivais; desenvolvimento de roteiro; e credenciamento de especialistas. Já outros dois são inéditos no MinC e atendem às demandas do mercado e ao advento de novas tecnologias. Um deles é direcionado a canais culturais na web - juventude vlogueira; e o outro, para o desenvolvimento de aplicativos culturais.

"Os editais são a forma mais democrática de selecionar projetos. Na SAv, procuramos valorizar os novos talentos e os potenciais regionais", afirma, em nota, a secretária Mariana Ribas. "Nesse sentido, buscamos a inovação com editais voltados para a plataforma web (canais web e aplicativos)."

Vagas e valores

O MinC informou que os números de vagas e o valor atribuído a cada edital serão divulgados ainda neste semestre, sem entrar em detalhes. Mas, segundo noticiou a Folha de S.Paulo, as publicações devem ocorrem até a primeira quinzena de maio, e as quantias podem ser de R$ 50 mil para os canais de vídeo e R$ 20 mil para os aplicativos, valores que podem ainda mudar.

Ainda de acordo com o jornal, para participar, os criadores de conteúdo precisarão ter de 18 a 29 anos e terão que publicar vídeos de cinco a 15 minutos pelo menos duas vezes por mês. A ideia é que o edital seja voltado para a criação de novos canais. Quem já tem um canal precisará criar um novo, do zero.

Já em relação ao edital para aplicativos, ele vai apoiar o desenvolvimento de software ou jogos eletrônicos para dispositivos móveis (como tablets e celulares), sendo que ao menos 20 dos apps precisam ser destinados ao audiovisual.

Fonte: Minc e Folha de S.Paulo