Leilão do 5G no Brasil dá um passo para frente após decreto do governo

Leilão do 5G no Brasil dá um passo para frente após decreto do governo

Por Alberto Rocha | 20 de Junho de 2020 às 14h13
SatteliteToday

Enquanto o 5G já é realidade em países como Estados Unidos e Coreia do Sul, aqui no Brasil a sua implementação enfrenta alguns impasses como a interferência no espectro pelo sinal de TV por antenas parabólicas e empresas de satélites, além da politização em torno da atuação da Huawei, principal fornecedora de componentes para redes de quinta geração. Para piorar a situação, a pandemia do novo coronavírus ainda pode contribuir para o adiamento do leilão das faixas de frequência.

Gradualmente o governo parece dar mais atenção ao assunto e, na última quinta-feira (17), mesmo dia em que empossou o deputado Fábio Faria como ministro do novo Ministério das Comunicações, também publicou no Diário Oficial um decreto relacionado a renovação automática das licenças de radiofrequência, adquiridas na década de 1990, quando a telefonia celular foi implantada no país, e com vencimento em novembro deste ano.

3G e 4G também poderiam ser afetados com o impasse

A dúvida, até então, era se após a expiração do prazo as operadoras precisariam devolver as licenças ao governo para depois recomprá-las, gerando um custo maior que sairia da verba destinada à implementação do 5G. As empresas de telefonia, inclusive, ameaçavam entrar na justiça caso o assunto não fosse esclarecido no decreto, sob a alegação de que o processo de mudanças nas frequências acarretaria perda de qualidade do 3G e 4G.

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Agora, após o decreto, as teleoperadoras poderão negociar diretamente com o governo a renovação automática da concessão por valores mais interessantes. Além disso, com a nova regulamentação, fica sob a responsabilidade da Agência Nacional de Telecomunicações verificar se questões que precisariam ser atendidas com infraestrutura de telefonia fixa poderão ser atendidas com a rede móvel e autorizar a manutenção do serviço em áreas sem competição adequada por outros serviços com funções parecidas, por exemplo.

Agora resta esperar e ver quais são os próximos passos para a viabilização das redes 5G no país. Vale ressaltar que os testes em campo foram paralisados em virtude da pandemia do coronavírus, mas com a flexibilização do isolamento social é esperado que os mesmos retornem no segundo semestre. Enquanto isso não acontece, compartilhe nos comentários a sua opinião sobre as expectativas para a rede móvel de quinta geração aqui no Brasil!

Fonte: Gaúcha ZH  

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