Governo Federal vai trocar software livre por programas da Microsoft

Por Redação | 31 de Outubro de 2016 às 12h52
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Durante os mandatos de Lula e Dilma, o Governo Federal adotou como estratégia o uso de softwares livre em sua infraestrutura e política de TI. Essa realidade, entretanto, vai mudar a partir do dia 11 novembro. É que presidente Michel Temer instituiu que os órgãos do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (SISP) têm até a referida data para indicar quais programas da Microsoft vão precisar para continuar trabalhando.

Embora ainda não se saiba exatamente os quantitativos nem quanto o governo está disposto a gastar, esta é a primeira vez, desde 2003, que o Estado opta pela compra de produtos da Microsoft. Sabe-se, de antemão, que o objetivo do Governo é comprar licenças perpétuas e assinaturas de softwares e serviços como Office, Windows Professional, Windows Server e Client Access License para proteger os sistemas nacionais de hackers - uma alegação questionada por especialistas da área.

Por enquanto, ainda não há informações se a compra ocorrerá ainda este ano ou não. Especula-se, todavia, que a negociação será fechada antes do fim deste ano - desconfiança que ganhou força sobretudo depois de a multinacional inaugurar seu Centro de Transparência em parceria com o Governo Federal.

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Efeitos colaterais

Além do dinheiro que será gasto na obtenção dos softwares da Microsoft, especialistas alegam que essa decisão terá outros efeitos colaterais no longo prazo. O primeiro a ser sentido será a desarticulação da política de software livre, que vigora desde 2003. Com isso, cairá a demanda por produtos de código aberto e a comunidade de desenvolvedores que se formou por conta dessa estratégia tende a se enfraquecer.

Por fim, os dados do Governo passarão a ficar alocados em plataformas fechadas, o que deve afetar a transparência governamental e impedir a criação de novas ferramentas a partir de necessidades específicas. Em outras palavras, toda a infraestrutura de TI do Estado estará nas mãos da Microsoft, que só oferecerá aquilo que já tem e o que for compatível com seu ecossistema.

Fonte: Convergência Digital, Motherboard

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