Google, Facebook, Twitter e WhatsApp vão aderir ao programa antifake news do TSE

Por Rafael Arbulu | 18 de Outubro de 2019 às 12h55
Revista Veja

Quatro das principais plataformas digitais do mercado asseguraram seu apoio ao Programa de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma iniciativa do órgão que tem por objetivo combater a disseminação de informações falsas — as chamadas fake news — dentro do ambiente político das eleições de 2020. Google, Facebook, Twitter e WhatsApp devem oficializar a adesão ao programa em 22 de outubro, durante sessão realizada às 18h15 no Gabinete da Presidência do Tribunal, em Brasília. A ministra Rosa Weber, presidente da corte eleitoral do TSE, estará presente.

O programa possui diversas práticas de orientação, que contam com a participação das entidades que lhe são associadas, todas direcionadas a mostrar ao usuário as melhores práticas de identificação de fake news e como agir diante delas, no aspecto de denunciá-las às plataformas. Segundo informa o TSE, o projeto já conta com 40 nomes do mercado tecnológico em seu quadro associado.

O juiz Ricardo Fioreze coordena o programa de combate a fake news conduzido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) (Imagem: Canal TRT4F/Reprodução)

O juiz auxiliar da Presidência do TSE e coordenador do grupo gestor do programa, Ricardo Fioreze, destaca a importância da participação dessas plataformas na cruzada “contra um fenômeno que vem sendo potencializado pelo uso da internet, já que os aplicativos mais utilizados para o tráfego de informações também são usados para disseminar a desinformação”.

Fioreze ainda ressalta que as plataformas já estão implementando medidas que ambicionam coibir a proliferação de falsas informações, e que a adesão das quatro principais empresas do setor permitirá ao TSE “um importante compartilhamento de informações verdadeiras e esclarecimentos sobre a atuação da Justiça Eleitoral”.

A ministra Rosa Weber, que preside o Tribunal Superior Eleitoral, ajudou na criação de programa de combate às fake news e deve estar presente em evento de adesão do Google, WhatsApp, Twitter e Facebook ao projeto (Foto: Acervo/TSE)

O programa foi inaugurado em 30 de agosto de 2019 e tem foco específico nas próximas eleições, previstas para acontecerem durante todo o ano de 2020 e culminando no dia de votação nas urnas eletrônicas, no segundo semestre.

Além do Google, Facebook, Twitter e WhatsApp, o Programa de Enfrentamento à Desinformação do TSE conta com mais 36 nomes associados, entre representantes das telecomunicações, imprensa, TI, provedores de internet, agências de checagem de fatos e partidos políticos. Confira a lista abaixo:

  • Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert)
  • Associação Brasileira de Imprensa (ABI)
  • Associação Brasileira de Internet (Abranet)
  • Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel)
  • Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint)
  • Associação Nacional dos Jornais (ANJ)
  • Agência Aos Fatos
  • Associação Acredito
  • Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom)
  • Associação InternetLab de Pesquisa em Direito e Tecnologia
  • Boatos.org
  • Conselho Gestor da Internet (CGI.br)
  • Instituto Palavra Aberta
  • Instituto Update
  • Ministério da Justiça e Segurança Pública
  • Ministério Público Federal
  • Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil
  • Partido Avante
  • Partido Comunista do Brasil (PCdoB)
  • Partido Democracia Cristã (DC)
  • Partido Democratas (DEM)
  • Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB)
  • Partido Solidariedade
  • Partido Progressistas (PP)
  • Partido Republicanos
  • Partido Trabalhista Brasileiro (PTB)
  • Politize!
  • Safernet Brasil
  • Sociedade Brasileira de Computação (SBC)
  • Secretaria Executiva do Comitê Nacional do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral
  • Agência Lupa
  • Partido Social Cristão (PSC)
  • Partido Podemos (Pode)
  • Partido Democrático Trabalhista (PDT)
  • Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República
  • Instituto Não Aceito Corrupção
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