Facebook anuncia ferramentas voltadas para campanhas eleitorais na Internet

Por Ares Saturno | 19 de Julho de 2018 às 17h46
Agência Brasil / José Cruz
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Na última quarta-feira (18), em São Paulo, o Facebook participou de um evento dedicado às eleições brasileiras de 2018, onde explicou sobre mudanças na rede social que vão permitir que os usuários acompanhem com mais facilidade as campanhas políticas veiculadas por lá. Não é a primeira vez na história da democracia no Brasil que a propaganda eleitoral será transmitida na Internet: testes foram feitos nas eleições municipais de 2016, quando a Justiça Eleitoral permitiu que os candidatos e partidos criassem sites, blogs, e perfis em redes sociais, visando a divulgação das propostas políticas.

De acordo com a cartilha publicada pelo Tribunal Superior Eleitoral, o impulsionamento de publicações de campanha política no Facebook e Instagram é permitido desde que contratado diretamente com as redes sociais, seguindo os preceitos da Lei das Eleições nº 9.504/1997. Os prazos também são diferentes: o marketing político digital será liberado para os candidatos a partir do dia 16 de agosto juntamente com os comícios e distribuição de materiais gráficos, enquanto a propaganda política tradicional veiculada na TV e no rádio começa em 31 de agosto.

Para receber as postagens dos candidatos e partidos, o Facebook criará um histórico de campanhas políticas feitas em páginas dentro da rede social. O objetivo é que todos os conteúdos marcados como eleitorais ou com cunho político sejam reunidos em um único lugar, facilitando a navegação pelos eleitores e respeitando a lei eleitoral nº 13.488 de 6 de outubro de 2017, que determina que propagandas impulsionadas na Internet sejam facilmente identificadas como material de campanha política pelos eleitores. “Acreditamos que quanto mais transparência a gente colocar na plataforma, as pessoas vão tomar decisões mais seguras e responsáveis”, destacou Deborah Delbart, gerente de políticas públicas do Facebook Brasil.

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Segundo a executiva, os usuários poderão ter informações adicionais às artes produzidas para as campanhas, como o grupo de pessoas que foi impactado pelo anúncio, com suas faixas etárias, gênero, dados de geolocalização e o valor aproximado do gasto com a propaganda. O histórico ficará disponível por um prazo de sete anos após a publicação.

O Twitter afirmou, ainda em maio, que não permitiria conteúdos pagos voltados para a publicidade de candidatos e partidos políticos em sua plataforma até que a Justiça Eleitoral brasileira determinasse o que era permitido e o que era vetado aos políticos concorrentes. Em nota, a rede social declarou que "o Twitter decidiu iniciar a venda deste tipo de publicidade somente quando as ferramentas apropriadas para facilitar essa transparência estejam disponíveis na plataforma", de forma que é possível que o microblog apresente regras para as publicidades eleitorais em breve.

Fonte: PropMark, TSE

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