eSocial – Não precisamos temer

Por Colaborador externo | 04 de Outubro de 2013 às 10h15

Por Alex Marin*

Empregadores de todos os setores estão na expectativa da implantação de um novo modelo de relacionamento e de troca de dados com o Fisco no que diz respeito a informações trabalhistas, o eSocial, que trilha os mesmos caminhos dos demais projetos do SPED – NF-e, Contábil, Fiscal e Contribuições, respectivamente nesta ordem.

Junto a esta sensação de ansiedade, vem uma avalanche de dúvidas e informações do meio especializado. Os envolvidos e consumidores destes canais e seus conteúdos precisam tomar cuidado e realizar um filtro criterioso sobre o que é uma informação útil, marketing de terrorismo ou, simplesmente, fumaça.

Com a propagação das mídias sociais e a facilidade de publicar e indexar informações na rede, consumimos e compartilhamos conteúdos, opiniões e pareceres que, muitas veze, não têm o intuito de esclarecer ou enriquecer a discussão, mas sim, de vender produtos e serviços através do terrorismo e da retórica corporativa. Expressões que remetem a um verdadeiro apocalipse fiscal acuam e hipnotizam os envolvidos mais desavisados.

Não que qualquer projeto desta magnitude seja tranquilo. Temos vários interessados: empresas, fornecedores de software, consultores, auditores, pessoas, órgãos competentes etc. Mas precisamos contemporizar e estabelecer uma linha de trabalho que realmente venha a contribuir para melhorias das relações entre Fisco e empresa. Ocorre que muitos dos que aproveitam do momento de incertezas para vender produtos e serviços não contam com o suporte de uma ferramenta, uma metodologia ou uma instituição com conhecimento e experiência suficientes para entregar algum tipo de valor.

O modelo adotado para o eSocial é uma evolução da arquitetura tecnológica da consagrada Nota Fiscal eletrônica, o que minimiza os riscos e trás na bagagem de quem participou de projetos passados lições aprendidas importantes. Além dos requisitos funcionais e de negócio (leiaute, eventos, campos, regras de validação, entre outros), é preciso que as empresas conheçam e envolvam os times de Tecnologia da Informação, pois o modelo de troca de informações envolve conceitos avançados de arquitetura. O quanto o software é robusto, escalável, estável, seguro e performático dependem fortemente da forma como ele foi desenhado.

Uma vez mitigado os riscos, tendo a participação efetiva de todos os envolvidos, contratando produtos e serviços de empresas sérias e com experiência no assunto, certamente o eSocial irá galgar o mesmo sucesso da Nota Fiscal eletrônica, ajudando o Fisco a cumprir seu papel para que façamos o nosso País mais competitivo.

* Alex Marin Silva é Gerente de Produto da Divisão de Aplicativos da Sonda IT, integradora que provê soluções de tecnologia de ponta a ponta, e está envolvido no projeto do eSocial.

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