Correios aceitam proposta para encerrar greve

Por Felipe Demartini | 13 de Setembro de 2019 às 12h10

Uma audiência de conciliação realizada entre os Correios e os sindicatos da categoria levou a um acordo que deve encerrar a paralisação do serviço postal, iniciada nesta semana. A estatal se comprometeu com a manutenção do acordo de trabalho 2018/2019, bem como com a vigência do plano de saúde dos prestadores, até o dia 2 de outubro, quando acontece o julgamento do dissídio coletivo pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Em contrapartida, os sindicatos se comprometem a manterem o serviço funcionando com 70% de seus funcionários até o fim da greve, que continua enquanto as organizações que representam os trabalhadores levam as propostas apresentadas pela estatal às suas assembleias locais, onde elas serão votadas. O descumprimento acarretará em multa de R$ 50 mil por dia, que deverá ser paga pelas próprias associações.

A decisão do ministro Mauricio Godinho tem como intuito encerrar a greve iniciada nesta quarta-feira (11), que estaria envolvendo, pelo menos, 80% dos funcionários do serviço postal. No centro da questão está o reajuste de salários para o ano que vem, bem abaixo da inflação anual, e a exclusão ou redução de benefícios dados aos trabalhadores. Além disso, os sindicatos protestam contra o que seria uma tentativa de enforcamento por parte do governo, que deseja minimizar custos e demonizar os Correios para facilitar o processo de privatização.

Entre as propostas que irritaram a classe está a de reajuste de apenas 0,8% nos salários, ao contrário dos 3,1% pedidos pela categoria. Os Correios também sugeriram a extinção do Vale Cultura e um aumento nas mensalidades dos planos de saúde, bem como uma coparticipação dos funcionários no pagamento de tratamentos de saúde fornecidos pela cobertura dada pela estatal.

Os Correios alegam a busca por equilíbrio econômico e a situação geral do país, com forte contingenciamento de verbas públicas e enxugamentos como os motivos para as mudanças no acordo de trabalho. Os sindicatos, por outro lado, afirmam que as propostas estão dentro das capacidades financeiras da estatal e abaixo do que seria o ideal para a categoria, representando o mínimo necessário para que os trabalhadores tenham seus direitos e garantias protegidos.

A greve geral da categoria foi iniciada na noite da última quarta e, agora, deve durar até terça-feira (17). Essa é a data limite para que a paralisação seja finalizada, tenha ou não sido votada a proposta de acordo entre os sindicatos e os Correios. O pedido do TST, entretanto, é para que as organizações trabalhem para restabelecer o funcionamento normal do serviço postal o mais rapidamente possível.

Fonte: Agência Brasil, A Voz da Cidade

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