O que esperar do Google I/O 2019

Por Rafael Rodrigues da Silva | 04 de Maio de 2019 às 14h00
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Como acontece todos os anos, a Google sedia um evento onde irá revelar todas as suas principais novidades em tecnologia da empresa: o Google I/O. Pela quarta vez consecutiva acontecendo no Anfiteatro Shoreline na cidade de Mountain View (a mesma onde fica a sede da Google), no estado da Califórnia, o Google I/O de 2019 acontecerá entre os dias 7 e 9 de maio, e este ano a empresa tem tantas novidades para mostrar que pode correr o risco de nem todas serem apresentadas durante o evento.

Pixel 3A e 3A XL

Desde que a Google abandonou o mercado de aparelhos intermediários quando pausou o desenvolvimento da linha Nexus em razão de um maior foco nos novos aparelhos Pixel em 2016, os fãs da linha Nexus pedem que a empresa volte a desenvolver aparelhos para essa parcela do mercado. E é fácil entender o porquê, já que os aparelhos Nexus possuíam a rara mistura de bom hardware, bom design e preço atrativo.

Mas tudo indica que esse “vazio” deixado pela empresa será logo preenchido pelo Pixel 3A e pelo Pixel 3A XL. Ambos os aparelhos terão um design bem parecido com o do Pixel 3, mas serão voltados para um público de menor poder aquisitivo, com um preço de lançamento em torno dos US$ 450 — cerca de metade do preço de venda do Pixel 3.

Por enquanto, o que sabemos dos aparelhos é que, apesar do hardware mais fraco (rumores indicam que o 3A terá processador Snapdragon 670, enquanto o 3A XL usará o Snapdragon 710), ambos terão a mesma câmera do Pixel 3, o que deverá ser o principal argumento de venda que irá diferenciar os aparelhos da Google de todos os outros modelos intermediários do mercado.

Android 10 Q

Assim como todos os anos, um dos personagens principais do Google I/O será a próxima versão do sistema Android, que deverá dominar as apresentações e workshops do evento. Entre as principais mudanças já adiantadas pelos primeiros betas do novo Android e pelos rumores do que a Google já vem trabalhando, estão alterações no esquema de notificações (que permitirá que desenvolvedores tenham maior acesso a elas), o suporte do sistema para smartphones dobráveis, maior e mais completo controle sobre permissões, formatos de imagem HDR10+, habilidade de criar mapas com profundidade utilizando o efeito bokeh da câmera, modo noturno para todos os apps do aparelho, e uma total mudança na ferramenta de compartilhar, que atualmente é uma das mais propensas a falhas e lags no Android.

Google Assistente

Outra tradição na Google I/O são novidades sobre o assistente virtual da Google, e provavelmente teremos algo novo sobre ele também este ano. Uma das maiores apostas para aparecer no evento é a Duplex, uma ferramenta de IA especializada em marcar compromissos e que recentemente foi disponibilizada para testes em diversos dispositivos Android e iOS nos Estados Unidos. Assim, é bem provável que a Google fale um pouco sobre sua nova IA no evento, mas é improvável que ela anuncie um lançamento mundial da ferramenta nele.

Outra função que deverá aparecer é o Google Assistant Connect. Anunciado durante a CES deste ano, o Connect permite que fabricantes de equipamentos smart, como caixas de som e televisores, conectem esses equipamentos ao Google Assistente, que passaria a ter o poder de controlar esses dispositivos.

Anúncio do Nest Hub Max

Normalmente o Google I/O não costuma trazer muitas novidades em hardware, mas como já deverá usar o evento para anunciar oficialmente seus novos modelos de smartphones Pixel intermediários, pode ser que a empresa já aproveite para mostrar mais novidades em outras linhas de hardware.

Se for esse mesmo o caso, a empresa provavelmente apresentará o Nest Hub Max, uma versão maior e atualizada do do Google Home Hub. O aparelho deverá ter uma tela de 10 polegadas, câmera embutida e alto-falantes stereo, e promete ser uma ótima opção para aqueles que gostam de assistir filmes e séries.

Stadia

Desde o evento em que a empresa revelou o projeto do Stadia, muita gente está ávida por novidades da plataforma de streaming de jogos da Google, que permitiria a qualquer dispositivo do mundo que esteja conectado à internet rodar os mais recentes lançamentos em jogos de videogames.

Ninguém tem dúvidas de que, se alguma empresa possui condições de criar um streaming de jogos com sucesso, essa empresa é a Google. Mas a principal dúvida de todas é como a empresa irá resolver o problema do lag. Afinal, não apenas o jogo deve ser processado por um servidor em nuvem e enviado para o usuário, mas cada comando deve ser enviado do computador do usuário para o servidor em nuvem, que o processa e então envia de volta para o computador. Mesmo com a melhor conexão de internet, esse processo não é tão rápido como quando o comando é enviado para o próprio computador ou console, que faz o processamento e envia para a tela sem a necessidade de percorrer quilômetros em cabos de fibra ótica. Esse é, até hoje, o principal impedimento para um serviço de streaming de jogos realmente funcional, e um problema para o qual a Google ainda não apresentou uma resposta — e há uma chance remota de que ela apareça durante o evento em maio.

Pixel Watch

Há anos os fãs da Google esperam que a empresa lance o seu próprio smartwatch Pixel com o sistema Google Wear OS, mas todo ano a empresa deixa claro que não há nenhuma novidade para o setor. Mas isso pode mudar.

Isso porque uma reportagem feita pela revista japonesa Nikkei levantou rumores de que a Google iria finalmente apresentar seu primeiro smartwatch junto com os novos smartphones Pixel 3A e Pixel 4. A maior chance é de que o equipamento seja lançado apenas em meados de outubro, quando deverá ser apresentado o Pìxel 4 — mas não podemos desconsiderar uma aparição surpresa do aparelho durante a Google I/O.

Fuchsia

Já há alguns anos circulam rumores sobre o Fuchsia, o terceiro sistema operacional próprio que a Google estaria desenvolvendo. Mas, mesmo com tantos rumores, pouco se sabe sobre o que exatamente ele é.

O que sabemos é que o Fuchsia será um sistema híbrido que irá rodar tanto aplicações feitas para o Chrome OS quanto para o Android, mas a empresa nunca deixou claro se ele será apenas uma “ponte” para os dois sistemas operacionais principais dela ou se será uma evolução que irá suplantar tanto o Android quanto o Chrome OS. Talvez 2019 seja o ano que finalmente descobriremos o que diabos ela quer fazer com o Fuchsia. Ou não. Mas não custa sonhar.

Fonte: Digital Trends

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