TI: Bote salva-vidas para ajustar negócios ou foguete para inovar?

Por Colaborador externo | 05.05.2016 às 06:10

Por Cristina Palmaka*

A instabilidade econômica, ao redor do globo, é um sinal da transformação digital já em andamento em todo o mundo. No Brasil e na América Latina, desafios macroeconômicos restringem o crescimento em muitos mercados. Nesse cenário, o poder da economia digital pode trazer oportunidades únicas de crescimento e contribuição para a recuperação do PIB.

Sabemos que tecnologias inovadoras como as relacionadas com nuvem, mobilidade, analytics e mídias sociais brindam empreendedores e empresas de qualquer tamanho com meios de conectividade, perspectivas e mercado nunca antes imaginados. Em momentos de crise, é comum que companhias recorram aos fornecedores de TI para tornar o ambiente mais eficiente, reduzindo custos. Mas, como a tecnologia pode inovar e trazer melhoria do ambiente econômico como um todo?

A tecnologia proporciona maior igualdade nas condições de concorrência, vide startups no setor financeiro que inspiram (ou incomodam) os bancos tradicionais, que por sua vez articulam parcerias com essas companhias ou então lançam produtos para competir diretamente com as chamadas fintechs. A economia digital traz oportunidades únicas de crescimento e contribuição para a recuperação do PIB. E para enfrentar essa nova realidades econômicas, as empresas precisarão de uma vantagem competitiva centrada em tecnologia.

Interpretemos da seguinte maneira: hoje, os softwares estão no centro das companhias, e cada empresa é um negócio de tecnologia. Esse fato muda a maneira como as empresas competem entre si e abrangem todos os setores de atividade e soluções, trazendo novos negócios para o mercado e de maneira mais rápida. Ótimos exemplos desse processo são o Uber e o AirBnb. No futuro, a empresa de carros pretos não serão apenas mais um serviço de “táxi”, mas mudaram diversos setores como o de logística. Já a colaborativa AirBnb tem o poder de alterar todo o sistema hoteleiro. Detalhe: ambas companhias não possuem nem carros nem qualquer estrutura hoteleira.

A tecnologia é a força de democratização por trás da recuperação da economia, pois traz, além da igualdade nas condições de concorrência, um novo leque de oportunidades. Em outras palavras, a economia digital está democratizando o mundo dos negócios, fazendo com que empresas e empreendedores tirar proveito de tecnologias como as relacionadas com nuvem, mobilidade e mídias sociais para ganhar agilidade e velocidade e, assim, contribuir para o crescimento econômico.

E você, como usa tecnologia?

*Cristina Palmaka é presidente da SAP Brasil.