Setor de TI é o que mais contrata profissionais como PJ

Por Redação | 07 de Julho de 2016 às 13h10
photo_camera New Jersey Institute of Technology

Uma pesquisa revelada nesta semana pela Endeavor, uma organização voltada ao empreendedorismo e práticas empresariais, revelou que o mercado de tecnologia da informação é um dos que mais contratam profissionais em regime de pessoa jurídica. O estudo mostrou que 23% das companhias nacionais preferem trabalhar desta maneira com especialistas e colaboradores.

A ideia, como já dá para imaginar, é reduzir os gastos com impostos e outros encargos trabalhistas. Ao contratarem profissionais como prestadores de serviços, em vez de registrá-los em carteira por meio da CLT, os custos de se trabalhar com os profissionais diminuem, e aumenta a possibilidade de ampliar a equipe, uma vez que os gastos com tributos podem ser investidos em mais um colaborador.

Nesse quesito, o mercado de TI ficou à frente de outras verticais. Em segundo lugar, por exemplo, apareceram os empreendedores gerais, com 13% das companhias desse segmento afirmando preferirem a contratação de funcionários como prestadores de serviços. Números menores foram registrados pelas categorias de alta performance e alto impacto.

Além da questão tributária, uma característica bastante citada pelos empresários da indústria de tecnologia da informação tem a ver com a reputação dos próprios profissionais. Segundo os entrevistados, que preferiram não se identificar, o mercado é fortemente baseado na reputação dos colaboradores e, sendo assim, o regime de contratação como prestadores de serviço funciona, uma vez que um funcionário que move um processo contra uma ex-empregadora jamais seria contratado novamente.

Enquanto mercados como o de TI começam a tomar cada vez mais gosto pelo trabalho com funcionários em regime de pessoa jurídica, o Ministério Público também começa a ficar de olho na prática. Na visão do órgão, essa alternativa estaria sendo usada por muitas empresas para escapar do pagamento de impostos, com ônus sobre o trabalhador, que acaba se submetendo a uma rotina como a de um contratado por CLT, mas sem os benefícios inerentes dessa modalidade, como férias, 13º salário, seguro-desemprego, recolhimento de INSS, depósito no FGTS e outros.

Fonte: IPNews

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