SEO: Como escolher as melhores palavras-chave

Por Caio Monteiro | 14 de Outubro de 2015 às 12h06

"Como decidir as palavras-chave para otimizar meu site nos motores de busca"? Essa pergunta é algo que ouço com muita frequência, e acabou virando tema do artigo de hoje. Para ilustrar melhor o assunto, vou relatar um caso.

Recentemente uma grande agência me solicitou um orçamento e mencionou a necessidade de a auxiliarmos na definição de quais termos de pesquisa trabalhar na otimização do site de seu cliente. Essa demanda acabou me estimulando a escrever esse artigo explicando um pouco sobre o processo que utilizo na definição de quais os termos de pesquisa ou palavras-chave são mais importantes para o site do cliente.

Bom, geralmente já temos um “norte” (hipótese) já mencionado pelo cliente no briefing ou alguma noção sobre o negócio dele, correto? Mas atenção: Há uma grande chance de que os termos citados pelo cliente sejam muito mais técnicos do que os utilizados pelos usuários no comportamento de busca.

Por isso, utilizaremos algumas ferramentas para nos fornecer dados a respeito de volumes e comportamentos de pesquisa. Essas ferramentas ainda poderão nos ajudar a aprender sobre o comportamento dos consumidores, bem como crises, eventuais crescimentos de demanda, mudanças de mercado, etc.

Antes de falar sobre as ferramentas, quero expor uma situação que sempre cito para meus clientes:

É imprescindível compreender que a Google ganha dinheiro (e portanto tem todo interesse) quando oferece resultados pertinentes às palavras-chave pesquisadas. O cliente também deverá “ganhar dinheiro” quando as pessoas encontrarem o seu site em um resultado de pesquisa condizente com o que o usuário procurou. E a agência que realiza o trabalho de SEO e SEM mantém o cliente (ganha dinheiro) colocando-o nas primeiras posições dos termos corretos.

Resumindo, em uma boa otimização, todos ganham! Por isso, a definição das palavras-chave a serem utilizadas é importantíssima.

Bom, para isso, o primeiro passo é coletar informações e hipóteses com uma lista de possíveis palavras-chave utilizadas pelos usuários.

Procure saber das pessoas como elas pesquisariam seu produto/serviço, fale com seus amigos, parentes, colegas de trabalho, analise como os concorrentes estão anunciando e levante possíveis termos de pesquisa para serem utilizados em sua otimização.

Assim que tiver algumas palavras-chave, você precisará de uma ferramenta do Google Adwords chamada Planejador de palavras-chave (ou Keyword Planner Tool). Com essa ferramenta, podemos extrair praticamente todas as informações que precisamos. Ela nos fornece ideias, volumes de pesquisa, tipo de concorrência, previsões de custos, etc.

Sendo assim, podemos utilizar a primeira opção da ferramenta de Planejador de palavras-chave (Procurar novas palavras-chave usando uma frase, um website ou uma categoria) para obtermos novas ideias e já vermos os dados do volume de pesquisa de todas as palavras ou, caso você queira apenas consultar algumas palavras já definidas, basta acessar “Exibir tendências e dados do volume de pesquisa”, que também dará certo

Colocando nossa lista de palavras no espaço “Insira um ou mais dos elementos a seguir” e selecionando as demais opções de segmentações, teremos na tela a seguir o seguinte cenário (na imagem abaixo, temos um exemplo real do mercado de um cliente da agência):

SEO

Um pouco mais para baixo, na mesma tela, temos as sugestões de palavras feitas pelo Google:

SEO

O problema em questão era decidir qual termo tem maior volume de pesquisa para otimizarmos o site e gerarmos mais tráfego qualificado para o cliente.

O Google nos reportou mais de 800 ideias de palavras-chave, porém, neste caso em questão, os termos mencionados pelo cliente eram mais significativos e expressivos para o negócio do cliente.

Bom, mas agora já temos uma lista imensa de palavras-chave com dados de volume de pesquisa e informações sobre o nível da concorrência, então: o que fazer com esses dados? Para piorar, a resposta para essa pergunta não é tão “exata” e não existe muita “regra” sobre o que fazer com os dados, é preciso analisar e interpretar. A tendência é que quanto maior o CPC ou a concorrência das palavras-chave desta lista, melhor deverá ser a relevância dela e consequentemente, a chance de conversões.

Entretanto, sempre temos exceções.

Recentemente recebi uma situação na agência de uma clínica de cirurgia plástica que queria muito investir em Adwords e otimizar o seu site. Quando o cliente me passou a verba para as campanhas de links patrocinados, eu pensei: “é impossível trazer resultado com um valor tão baixo”. Sendo assim, perguntei para o cliente se ele fazia questão de se posicionar para as pesquisas de cirurgias plásticas mais tradicionais ou se podíamos arriscar algo diferente, entrar naquelas cirurgias mais exóticas e que, portanto, possuem menos concorrência e um CPC mais baixo. Prontamente ele me disse que não fazia questão alguma de procedimentos X ou Y, que o que ele realmente queria era trabalhar.

Sendo assim, não obedecemos essa “regrinha” citada acima e o resultado está sendo fantástico, com uma quantidade bem interessante de cirurgias já realizadas e adquiridas via Google Adwords.

Bom, para finalizar, vou utilizar o exemplo desse outro cliente da clínica de cirurgia plástica para mostrar uma outra ferramenta. Esta, nos traz tendências do mercado e com ela conseguimos até mesmo entender se as procuras (ou vendas) estão maiores ou menores que o ano anterior.

Essa ferramenta é o Google Trends.

Se confrontarmos a busca de “clínicas de cirurgia plástica” entre os anos de 2014 e 2015, veremos um gráfico que nos mostra mês a mês, os altos e baixos de cada ano para este termo.

Google Trends

Para mostrar o quanto o Trends é eficaz, vejamos uma outra situação, que também é um caso real de um cliente que comercializa cestas natalinas. Como ainda não chegamos na época do Natal, utilizarei como parâmetro os anos de 2013 e 2014.

Reparem como o volume de pesquisa começa a crescer logo no final do mês de Outubro e como despenca logo após o Natal:

Google Trends

Bom, a sugestão que fica é para que brinquem e testem bastante essas ferramentas.

Elas podem oferecer muito mais do que mencionei aqui. Podem trazer insights e previsões sobre aumento de volume de buscas, podem mostrar um histórico sobre o comportamento de pesquisa ao longo dos anos, análises por localizações específicas, etc.

Explorem, observem e sejam criativos!

Fique por dentro do mundo da tecnologia!

Inscreva-se em nossa newsletter e receba diariamente as notícias por e-mail.