O futuro (próximo) com tecnologias inteligentes

Por Hamilton Berteli | 15 de Maio de 2016 às 16h25

Atualmente, vivemos em uma revolução industrial, que tem como base tecnologias como conectividade onipresente e acesso a informações em tempo real, assim como um grande volume de dados gerados, que trazem informações cada vez mais detalhadas e precisas para os tomadores de decisão nas empresas. De acordo com o Gartner, teremos 25 bilhões de coisas conectadas até 2020, o que trará uma quantidade enorme de subsídios que permitirão analisar e entender clientes e funcionários de forma mais profunda.

A surpresa nesse cenário é que ele tem como fator principal as máquinas, cada vez mais capazes de tomar decisões, o que reforça a tendência da utilização de tecnologias inteligentes e a automação de serviços, com a inteligência artificial e diversos algoritmos sendo utilizados para identificar oportunidades, criar diretrizes e auxiliar executivos e líderes em suas tomadas de decisão. De acordo com uma pesquisa da Avanade 1, 63% dos executivos no mundo já estão fazendo investimentos nesse tipo de tecnologia.

Essa evolução trará diversos benefícios às organizações. Dentre eles estão a tomada de decisões mais acertadas, a identificação de roadmaps de negócios e a criação de instruções mais acuradas com relação ao desenvolvimento de projetos, fato que aumentará a produtividade e a receita das companhias. Ao longos dos próximos cinco anos, por exemplo, as organizações antecipam que tecnologias inteligentes vão conduzir, em média, um aumento de 33% na receita 2.

Além disso, a expectativa dos executivos é que a adoção de tecnologias inteligentes auxilie na retenção de talentos, uma vez que na economia digital, algumas posições de trabalho deixarão de existir, outras serão reinventadas e algumas se tornarão mais importantes, exigindo capacidades para a resolução de problemas, pensamento crítico e colaboração. De acordo com uma pesquisa, 91% dos executivos no mundo acreditam que os adolescente de hoje vão trabalhar em profissões que ainda não existem 3.

Entretanto, deve-se ressaltar também que o uso dessas tecnologias deve vir acompanhado de discussões e reflexões em universidades e escolas. Dessa forma, essas instituições deverão considerar a inclusão de conteúdo e discussões em salas de aula sobre o tema para auxiliar no pensamento crítico e ético. A meu ver, teremos cada vez mais um currículo que permite formar profissionais com conhecimentos tanto humanísticos quanto tecnológicos, para que seja possível ler as informações obtidas por máquinas ao mesmo tempo em que se equilibram as complexidades éticas e pessoais surgidas no processo empresarial.

Assim, para direcionar os diversos desafios que podem surgir com a adoção de tecnologias inteligentes no ambiente de trabalho, as empresas devem tomar três ações:

  • Falar com seus funcionários sobre o impacto que podem ocorrer;
  • Estabelecer diretrizes para o trabalho e;
  • Estabelecer um orçamento para a implementação das diretrizes de ética digital.

Dessa forma, será possível vislumbrar uma nova força de trabalho, composta por humanos, dispositivos, algoritmos e softwares inteligentes, em um cenário liderado por pessoas que se apoiarão em diretrizes e dados fornecidos por máquinas para definir melhor os próximos passos da empresa. Porém sempre tendo em vista uma abordagem humanista profunda - afinal, tudo deve começar e terminar com pessoas.

1Smart Technologies Driving Significant Improvements in Revenue, Customer Experience and Employee Satisfaction, published in March 2016

2Smart Technologies Driving Significant Improvements in Revenue, Customer Experience and Employee Satisfaction, published in March 2016

3Companies are unprepared for the arrival of a true digital workplace research, published in 2015

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