Números mostram que Intel está estagnada em criar vagas para mulheres e minorias

Por Redação | 16 de Agosto de 2017 às 11h45
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Depois de ter renunciado à cadeira no Conselho de Manufatura dos Estados Unidos devido aos violentos acontecimentos em Charlottesville no último final de semana, o CEO da Intel, Brian Krzanich, teve de explicar o lento crescimento no plano de diversidade da empresa. O relatório apresentado nesta terça-feira (16) revela que a Intel está atrasada em relação à meta original traçada pela própria empresa, que visava criar uma força de trabalho diversificada e inclusiva.

Apesar do baixo progresso em relação à diversidade na companhia, o executivo afirmou que está promovendo uma "marcha rápida" para aumentar a representação de mulheres e minorias dentro de seus escritórios nos Estados Unidos até 2018. O prazo é curto, mas Krzanich demonstrou que encurtá-lo em dois anos pode motivar a empresa a alcançar seus objetivos. "Nós nos propusemos a alcançar até 2020 uma força de trabalho inclusiva que reflita a diversidade que vemos todos os dias no mundo que nos rodeia", explicou Krzanich. "Fazer isso traria o número de funcionários femininos, hispânicos, afro-americanos e nativos americanos na força de trabalho nos EUA para 50 mil ou mais na representação total".

Parte do relatório revela que o plano quinquenal da empresa está em um bom caminho por contar com mulheres e minorias nos departamentos técnicos, não-técnicos e administrativos. "Em dezembro de 2014, nossa diferença para a representação total era de 2.300 funcionários. Hoje, essa diferença diminuiu para 801 pessoas - uma melhoria de 65%". Apesar disso, a empresa ainda apresenta uma taxa de crescimento muito lenta nos últimos três anos. O crescimento das mulheres entre todos os funcionários da empresa cresceu apenas 0,3%.

O que também é contestado são os esforços da empresa em criar postos de trabalho para aumentar a diversidade dentro da companhia. A Intel define representação total como a disponibilidade de vagas dedicadas a mulheres e minorias, comparando quantos trabalhadores existem no mercado de trabalho nos Estados Unidos com a sua própria base de funcionários. Essa métrica obviamente não é muito efetiva, ainda mais por não ser atualizada desde 2014.

De maneira similar ao que acontece com a indústria de tecnologia como um todo, a Intel continua a ter em seu quadro de funcionários mais de 90% de homens brancos e asiáticos nos cargos de nível médio e superior. A empresa também está enfrentando dificuldades em manter minorias, ainda que tenha criado programas para auxiliar os profissionais de RH a contratar e reter estes trabalhadores.

Fonte: Intel