Mais assédio: funcionária diz que fábrica da Tesla parece "zona de predadores"

Por Redação | 05 de Julho de 2017 às 16h09

Funcionárias da Tesla tiveram uma reunião com a liderança da empresa para discutir casos de assédio sexual e de discriminação por parte de gestores do sexo masculino. De acordo com as informações divulgadas, uma das trabalhadoras da companhia chegou a chamar a fábrica de "zona de predadores" de assédio. Segundo o relatório, cerca de 80 pessoas participaram do encontro, mas o CEO da empresa, Elon Musk, não esteve presente.

Apesar das denúncias, um porta-voz da Tesla garantiu que todas as providências necessárias já foram tomadas. "Nós temos uma política de zero tolerância e fizemos mudanças na liderança, política e treinamento para continuar a melhorar nosso ambiente de trabalho", comentou. Ainda sobre o assunto, o porta-voz informou que a reunião foi organizada por um grupo chamado "Women in Tesla", que realiza encontros regularmente para falar sobre o local de trabalho. "Grupos como o Women in Tesla existem precisamente porque queremos fornecer aos funcionários um meio para compartilhar opiniões e comentários de forma construtiva", completou.

Apesar das informações do porta-voz, AJ Vandermeyden, uma engenheira que está processando a Tesla por conta de assédio e sexismo, é uma das várias fontes que relataram os problemas na fábrica. O processo afirma que Vandermeyden foi alvo de assédio generalizado por homens na fábrica. O documento diz, ainda, que a profissional teve promoções negadas a favor de profissionais do sexo masculino que eram "igualmente ou menos qualificados" que ela. Diante da repercussão, a Tesla iniciou uma investigação independente e concluiu que as reivindicações de Vandermeyden não tinham fundamento.

Infelizmente, a Tesla não é a primeira e nem a última empresa a ter casos de discriminação e assédio. Na verdade, a desigualdade de gênero tem sido foco de diversos debates, inclusive entre as gigantes da tecnologia. No Vale do Silício, as discriminações estão sendo cada vez mais denunciadas, o que dá esperança para que as mulheres possam ocupar espaço no mercado sem sofrerem as consequências da cultura machista amplamente difundida no meio tech.

Via BusinessInsider

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