Grupo de funcionários da Microsoft protesta contra “cultura sexista” da empresa

Por Rafael Arbulu | 07 de Abril de 2019 às 08h10
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A Microsoft vem enfrentando protestos de funcionários desde a última quinta-feira, 5 de abril. As reclamações dizem respeito à suposta indiferença da área de Recursos Humanos da multinacional, sobretudo em relação ao tratamento sexista dispensado a algumas colaboradoras. Segundo os casos informados, funcionárias mulheres têm sido ignoradas em oportunidades de avanço de carreira e promoções. O CEO Satya Nadella ouviu as reclamações do grupo em reunião no mesmo dia.

Na reunião, conduzida por live streaming, foi informado o catalisador dos protestos: uma thread de e-mails em que mulheres dentro da empresa compartilham e desabafam entre si experiências sofridas de discriminação e avanços sexuais inapropriados. Um caso específico mostra que uma funcionária, mesmo tendo todo o apoio de seus colegas e gestores imediatos, não conseguiu uma promoção sequer nos últimos seis anos. A acusação feita é de que a Microsoft é um “Clube do Bolinha”.

Nadella, acompanhado da chefe global de Recursos Humanos da Microsoft, Kathleen Hoogan, prometeu investigar as situações narradas, além de trazer “mais transparência” no avanço profissional das mulheres que trabalham na empresa.

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O CEO da Microsoft, Satya Nadella, reuniu-se com grupo que protesta contra práticas de discriminaçã de gênero e cultura sexista dentro da empresa

Não é a primeira vez que a Microsoft se vê acusada de sexismo corporativo: no último dia 2 de abril, Christilda Dawson, uma ex-funcionária que atuou como gerente em diversas divisões, do Marketin à Programação, moveu ação contra a companhia alegando que ela foi demitida sem justa causa como retaliação por ter reportado casos de discriminação profissional.

Segundo a ação, Dawson testemunhou diversos casos de preconceito, destacando um onde, ela conta, um membro do time de gestores sênior da Microsoft orientou um gerente de RH a não contratar uma certa candidata porque, dizem os autos, “ela é uma latina que não fala inglês direito, não podemos colocá-la à frente de nossos parceiros. Invente uma outra razão para dizer ‘não’ à ela”.

A Microsoft se defende da ação, dizendo que diversas posições de trabalho na área gerenciada por Dawson foram desligadas. Entretanto, a reclamante refuta as afirmações dizendo que ela foi demitida e substituída por outra pessoa em sua função. Ainda não há jurisprudência definida sobre o caso.

Fonte: Quartz; Geekwire

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