Como ser um líder que as pessoas se orgulham em seguir

Como ser um líder que as pessoas se orgulham em seguir

Por Paulo Monçôres | 20 de Junho de 2022 às 10h00
fauxels/Pexels

Liderança não se define pelo título do cargo, mas sim pelas atitudes de quem lidera. Para ser um líder que as pessoas se orgulham em seguir, é fundamental se importar com a forma como seus liderados se sentem, principalmente com base em três pilares: inspiração (sensação de trabalho conectado a um propósito), emancipação (sentir-se dono dos projetos) e valorização (ser reconhecido por entregas e resultados). Exercer esse tipo de liderança não é simples, mas ser pautado por alguns elementos-chave pode se mostrar um caminho efetivo.

No livro Leader: Know, love and inspire your people (“Líder: Conheça, ame e inspire seu povo”, em tradução livre), as professoras Emmie Bidston e Katy Granville-Chapman mostram exemplos práticos para defender sua tese: a de que cultivar os relacionamentos é o fator mais importante para atingir o sucesso. E o primeiro passo para isso é demonstrar preocupação genuína com seus colaboradores. Líderes devem incluir na rotina o hábito de observar e dialogar com suas equipes, além de reconhecer a contribuição individual de cada um sempre que for necessário. As pessoas podem até esquecer o que você falou ou fez, mas nunca esquecerão como você as fez se sentirem.

Outra atitude fundamental é dar autonomia para o seu time. Fazer seus liderados perceberem que têm poder de decisão e não precisam do seu aval para toda e qualquer atitude ajuda a formar líderes, em vez de meros seguidores. A habilidade de delegar está, ainda, intrinsecamente relacionada à capacidade de crescimento em escala, um dos fatores mais valorizados por quem investe no mercado de tecnologia.

Alinhar o discurso às ações também é uma importante ferramenta de engajamento. Definir uma visão clara sobre o escopo de trabalho e manter a estabilidade nas interações pavimenta um ambiente propício para alcançar os objetivos estabelecidos. Segundo Jesse Sostrin, head global de desenvolvimento de lideranças na Salesforce, as pessoas se empolgam com o que é possível, mas se comprometem somente quando entendem seu papel em fazer acontecer.

O comprometimento, em condições normais, conquista-se por meio do comportamento, ativo nem sempre desenvolvido da forma devida por líderes do setor tecnológico. Costumo repetir que as pessoas podem me admirar pelos meus pontos fortes, mas se conectarão a mim a partir das minhas vulnerabilidades. Um líder jamais terá todas as respostas, mas deve ser curioso e atento o suficiente para colocar na mesa as perguntas necessárias, provocando seu time a encontrar as melhores soluções.

Aspectos “palpáveis”, como bom salário, pacote atrativo de benefícios e flexibilidade, jamais deixarão de ser valorizados pelos colaboradores. Oferecer propósito e fomentar o desenvolvimento de habilidades, contudo, ocupam uma posição cada vez mais protagonista no processo de decisão de profissionais em segmentos altamente competitivos, como o de tecnologia, sendo decisivos para a retenção dos melhores talentos.

*Artigo produzido por colunista com exclusividade ao Canaltech. O texto pode conter opiniões e análises que não necessariamente refletem a visão do Canaltech sobre o assunto.

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