CIOs, assumam seus lugares dentro das empresas

Por Colaborador externo | 16 de Fevereiro de 2016 às 13h25

Por Marco Zanini*

A tecnologia está cada vez mais presente em nosso cotidiano. Com os smartphones, é possível pagar contas pela internet e ver pessoas queridas do outro lado do mundo. Ao chegar a um banco, temos a possiblidade de acessar nossas contas sem cartão, somente encostando nossas digitais em um sensor biométrico. Porém, quando deslocamos nosso olhar para dentro das empresas, vemos a Tecnologia da Informação como uma área meio. Comprometida com atividades do dia a dia, os profissionais de TI ficam sem tempo para se dedicar ao core business da empresa, sem “braço” para contribuir com ideias que poderiam trazer soluções inovadoras para companhias de todos os setores. Uma pesquisa realizada pela Deloitte aponta que apenas 16% dos orçamentos dos gestores de TI (CIOs) são dirigidos para esforços de inovação. A maior fatia do orçamento de TI (84%) é gasta na execução das operações diárias e em mudanças incrementais.

Entretanto, se estamos inseridos em uma sociedade na qual a tecnologia está cada vez mais presente, por que esta não assume um papel de destaque, ao lado de outros setores também estratégicos?

A solução pode estar na Governança de TI, que tem como missão reaproximar e alinhar a tecnologia da informação e os negócios. Dessa forma, é possível mostrar o papel decisivo que a TI ocupa na sobrevivência das organizações. O primeiro passo deve ser dado pelos CIOs das companhias, inserindo seus colaboradores no negócio e nos processos da organização. Ou seja, entendendo a realidade da empresa em que estão e o setor em que estão inseridos, os profissionais conseguem expandir sua visão. Ao aproximá-los do core business da empresa, os profissionais executam ações estratégicas que diminuem custos e aumentam a produtividade e, consequentemente, a competitividade das companhias.

Outra medida complementar seria a adoção do modelo outsourcing, ou seja, a contratação de empresas especializadas em serviços de tecnologia, para que elas exerçam funções operacionais de TI. Ao terceirizar serviços como service desk e administração de redes, a área ganha fôlego e tempo para focar em pensamentos mais estratégicos, que provoquem mudanças reais nas empresas. Os funcionários passam de executores para gestores e planejadores, com foco no desenvolvimento da companhia.

É papel da tecnologia facilitar a vida das pessoas e pensar em maneiras de se aperfeiçoar constantemente. Porém, quando falamos de TI Corporativa, é preciso ter uma mudança de postura para mostrar como uma empresa informatizada ganha em produtividade e competitividade. O avanço dos recursos tecnológicos desperta o desenvolvimento de uma cadeia; as empresas ao serem mais produtivas têm a chance de remunerar melhor e, dessa forma, aumentar a renda de seus colaboradores, oferecendo produtos mais baratos e competitivos o que eleva o lucro e favorece a evolução de uma sociedade ávida por soluções rápidas.

*Marco Zanini é COO de Produtos Próprios da Globalweb Corp e possui mais de 20 de anos de experiência no mercado de Tecnologia da Informação.

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