A TI e a importância de se ter os riscos calculados

Por Colaborador externo | 22 de Maio de 2015 às 09h16

Por Renato Lopes*

Quem nunca se deparou com os devaneios de um cliente ou parceiro sobre os riscos de um projeto? Nós, como líderes, quando fazemos uma análise de projeto, precisamos demonstrar esses riscos de forma calculada, para que algumas coisas não saiam do controle e nem sejam atrasadas por problemas que talvez nem venham a existir.

Mas como calcular esses riscos e tentar prever essas vertentes? Vou lhe contar!

Antes de iniciar o projeto, é necessário fazer um escopo e nele uma análise SWOT (fraquezas, pontos fortes, oportunidades e ameaças). Essa análise serve justamente para avaliar quais riscos poderemos ter futuramente. Nessa etapa, uma dica é muito importante: utilize, no máximo, três pontos, pois mais pontos fará com que se perca o foco e se gaste mais energias em especulações do que na solução em si.

Esses três pontos devem ser analisados com três “se” dentro da realidade do projeto. Por exemplo, se o projeto é a implantação de um novo servidor, preciso colocar três questionamentos para uma possível parada ou problema. Exemplo: “E se o sistema travar?”, “E se acabar a energia?”, “E se a máquina queimar?”. Para cada uma dessas questões, devemos prever as ações a serem tomadas e o tempo estimado de cada uma delas.

Isso é risco calculado: ter o conhecimento do risco e de como saná-lo. Pode até ser que apareçam outros riscos importantes, mas é essencial basear-se apenas nos mais prováveis, senão teremos coisas como: “E se um ladrão entrar e roubar a máquina?”, “E se o teto cair em cima da máquina?”. Acredite, questionamentos como esses não são raros de se escutar, seja de um cliente extremamente preocupado ou até de um colega que esteja no projeto.

Nossa função como líderes, diante disso, é trazer o projeto para a realidade do cliente, para que ele seja o mais viável possível. E para tal, nada melhor do que uma boa metodologia e análise. Existem várias opções no mercado que dão suporte a projetos de todos os tamanhos e complexidade. Assim, você tem uma base melhor não só de conhecimento, mas também fundamentada em uma norma internacional, o que pode trazer maior segurança aos envolvidos no projeto.

E por falar em segurança, a vantagem de se ter os riscos calculados é que, caso algum deles ocorra no andamento ou ao final do processo, é possível informar o cliente e fazer menção do que foi discutido e informado ainda em projeto. Assim, você ganha credibilidade no que foi dito, além de poder oferecer ao cliente, mesmo depois do projeto entregue, uma nova revisão e análise SWOT, gerando outros riscos calculados e outras ações para tal.

Fique atento, porém, que esses são cálculos de erros para implantação. É de extrema importância, após qualquer complemento no projeto ou mudança no escopo inicial, fazer novas análises a fim de garantir que o risco esteja calculado para mitigar possíveis problemas e aumentar o nível de assertividade.

De qualquer maneira, vale lembrar que a ferramenta mais forte dentro de projetos de alto risco é o diálogo e a didática, pois nenhuma metodologia passará a segurança ao seu interlocutor por completo. Somente o face a face e a entonação geram a confiança que ele precisará para aceitar suas dicas e, assim, andarem juntos em um projeto, já que o risco não é só seu, e sim, de todos vocês.

*Renato Lopes é Gestor da área de TI e acredita que a humanização dessa área é a chave para conquistar equipes de alta performance e auto gerenciáveis. Palestrante e Professor Universitário, Renato busca compartilhar técnicas e soluções para formar times vencedores e entusiastas, buscando a qualidade de vida junto à satisfação do trabalho.

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