A importância da felicidade dos funcionários para uma empresa

Por Joyce Macedo | 19 de Agosto de 2013 às 16h26

Um ambiente de trabalho saudável e harmonioso é muito importante para o sucesso de uma empresa. Isso porque trabalhadores felizes tendem a ser mais produtivos, e os líderes precisam estar atentos a esse fator dentro de sua empresa.

Della Bradshaw, do Financial Times, recentemente destacou alguns estudos sobre a busca da felicidade no ambiente de trabalho e como ela pode ser importante para os negócios. Ela citou a psicóloga e professora na Universidade de Administração de Cingapura, Christie Scollon, e sua pesquisa que mostra que pessoas mais felizes ganham mais dinheiro, são mais saudáveis e mais criativas na resolução de problemas.

As empresas mais novas têm mais facilidade em manter o foco na felicidade do empregado a fim de manter seu negócio próspero. Onde isso ainda não acontece, os líderes precisam enxergar que, quando as pessoas realmente gostam de trabalhar, o sucesso chega com mais facilidade para todos.

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Para conseguir liderar uma equipe que se empenhe em seguir um objetivo comum baseado em um trabalho inovador e inspirador, é preciso prestar atenção no feedback dos empregados. Ouvir atentamente o que eles têm a dizer – e tomar medidas cabíveis em relação às suas ideias e sugestões – é uma das maneiras de ajudar a aumentar o índice de felicidade.

Organizações como Google e Facebook são citadas como exemplo de empresas que adotaram práticas positivas em relação aos seus funcionários. A empresa de Mark Zuckerberg foi recentemente eleita pelos próprios funcionários como a melhor empresa para se trabalhar.

Entre as declarações anônimas dos funcionários divulgadas pela consultoria, podemos encontrar frases do tipo: "Trabalhar no Facebook é fantástico", "Desafiado todos os dias a fazer seu melhor trabalho", e até mesmo "Parece mais casa do que trabalho". Basta olhar para os números do Facebook para ver que toda essa satisfação dos funcionários reflete nos resultados financeiros: a companhia superou as estimativas do mercado e fechou o segundo trimestre de 2013 com receita de US$ 1,81 bilhão.

Por onde começar?

Mas se você não sabe como mensurar a satisfação dos seus funcionários, uma boa dica pode ser começar com um aplicativo chamado TINYpulse. Trata-se de uma ferramenta que permite captar comentários anônimos de sua equipe para revelar ideias, tendências e oportunidades. Ele envia pesquisas semanais para os empregados para averiguar a satisfação. Depois, o programa elabora gráficos com os resultados para que os chefes possam acompanhar o humor de seus funcionários, semana a semana.

Outra dica interessante é o Work.com, uma plataforma online onde os funcionários de uma empresa criam perfis capazes de mostrar suas experiências e objetivos. Esse aplicativo de gerenciamento de desempenho permite a construção de uma cultura empresarial baseada em interações sociais, feedback em tempo real e reconhecimento aberto.

Ficar de olho na saúde dos funcionários e, principalmente, em seu nível de stress também é importante para ajudá-los a manter a satisfação. Algumas atitudes simples, como fazer convênio com empresas de massagem e oferecer o serviço para os funcionários gratuitamente ou com um bom desconto é algo que pode fazer a diferença no dia-a-dia e ajudar a refrescar a cabeça para novas ideias. O Google, por exemplo, ofereceu mais de 100 mil horas de massagens ao longo do último ano para seus funcionários.

Alguns aplicativos também são capazes de auxiliar nessa monitoração da saúde, como o Cardio, que mede os batimentos cardíacos por meio da câmera de um iPhone. Uma empresa irlandesa também criou uma maneira muito interessante e inovadora de controlar o stress por meio de games para smartphones. Trata-se do PIP. Ele mede os níveis de ansiedade e nervosismo através da resposta galvânica da pele, e em seguida comunica os dados para o smartphone ou tablet do usuário. Um conjunto de jogos e aplicativos de entretenimento permite que ele visualize e domine o stress de uma maneira mais divertida.

Independente dos métodos escolhidos para auxiliar nesses processos, sejam eles tecnológicos ou não, o mais importante é que a empresa conheça bem a sua própria cultura e seus valores, pois dessa forma fica muito mais fácil contar com um funcionário feliz - consigo mesmo e com o emprego.

Fonte: Financial Times

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