A democratização dos games corporativos

Por Colaborador externo | 09 de Julho de 2015 às 07h59

Por Fernando Valente*

Engajar a equipe de campo no cumprimento de atividades estratégicas para o crescimento do negócio, criar competitividade entre os representantes de vendas e recompensar os vendedores com melhor desempenho pode ser o sonho de muitas empresas. Por isso, o conceito de gamification passou a ser implementado entre as mais diversas companhias do mundo. O conceito traça uma nova estratégia corporativa por meio de mecânicas de jogos, que possibilita maior interação entre funcionários e empresas, além de apresentar uma visão 360º para os gestores em tempo real.

O conceito, que circula no mercado há muito tempo e já se tornou comum nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, ganha força no Brasil com a popularização dos games on-line e o crescente uso de dispositivos móveis no meio corporativo. De acordo com estudos do instituto de pesquisa IDC, estima-se que dos 52 milhões de smartphones previstos para serem vendidos no Brasil em 2015, pelo menos cinco milhões entrarão nas companhias.

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No caso do mercado de bens de consumo, no qual é comum trabalhar com funcionários externos e dispositivos móveis, o gamification possibilita, por exemplo, marcar pontos de acordo com o desempenho e acompanhar a performance direto da aplicação móvel, de forma a comparar resultados, ganhar prêmios por conquistas específicas, concluir tarefas e, até mesmo, apoiar os colegas de trabalho, para alcançar os objetivos da equipe como um todo. Com essa abordagem, é possível diminuir em até 50% o turnover dos funcionários.

Segundo a tendência mundial, apontada pelo Gartner Group, estão previstos investimentos globais em gamification de US$ 2,8 bilhões até 2016. E, de acordo com a revista Forbes, 70% das duas mil empresas mais poderosas do mundo terão ao menos um aplicativo de game em 2015. Isso porque a estratégia de gamification permite que as organizações tomem decisões assertivas no momento certo, com total transparência de gestão. Para que todos esses esforços sejam aproveitados de maneira ainda mais produtiva e eficaz, é necessário que as empresas já tenham processos de negócios estabelecidos e maduros há pelo menos seis meses, ou seja, quando toda a cadeia produtiva estiver mapeada e suas métricas, identificadas e definidas.

Um dos principais objetivos do gamification é motivar os funcionários e diminuir o turnover, porém mais do que isso, o conceito proporciona uma experiência lúdica ao ambiente de trabalho, que pode ser intenso muitas vezes.

*Fernando Valente é vice-presidente de vendas da Spring Mobile Solutions na América Latina.

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