Tecnologias de recrutamento ganham espaço na área de RH

Por Colaborador externo | 02 de Setembro de 2014 às 16h15

* Por Roberto Baptista

A estagnação da economia brasileira registrada nos últimos anos influenciou diretamente o mercado de RH. Entre as áreas mais impactadas está a tecnologia da informação, que teve uma grande queda no número de profissionais formados, devido à falta de projeção da carreira, influenciada pela situação do país. Encontrar um profissional qualificado em TI virou um grande desafio para as empresas nos dias de hoje.

De acordo com uma pesquisa realizada pela BRASSCOM (Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), o setor de TI terá um déficit de 45 mil profissionais em 2014. O instituto de pesquisa IDC também prevê um agravamento na carência por profissionais de tecnologia no Brasil até 2015 - ano que, segundo suas projeções, terá uma carência de 117 mil vagas neste segmento.

Em contrapartida, para amenizar essa dificuldade, diversos novos serviços para encontrar, reter e desenvolver talentos, têm surgido com o objetivo de tornar o recrutamento e a seleção desses profissionais mais otimizada. Essas ferramentas têm ganhado cada vez mais espaço no país, sendo consideradas um investimento estratégico em capital humano que pode mudar o perfil do RH, nos aproximando cada vez mais do modelo aplicado em países desenvolvidos há mais de uma década.

Já existem disponíveis, por exemplo, soluções que visam otimizar a busca pelo candidato ideal trazendo recursos inovadores como a busca de perfis mesmo nos casos em que a pessoa não tenha disponibilizado seu currículo na Internet. Isso porque há uma tecnologia capaz de fazer uma varredura em chats e fóruns de discussão por exemplo, identificando palavras-chave que ajudem a traçar o perfil não só profissional, como também pessoal.

Muitas vezes o profissional mais adequado para a vaga é aquele que não está em busca de novas oportunidades, e, essas ferramentas ajudam a encontrá-lo de forma totalmente automatizada e mais rápida, possibilitando abranger um público inusitado que não é explorado atualmente. Essas soluções fazem o que chamamos de Recrutamento de Candidatos Passivos, ou seja, uma listagem de profissionais (de acordo com Score ou Ranking) que nem chegaram a colocar seus currículos no mercado.

Nos EUA essa prática já é comum por meio do chamado Workforce Science, que utiliza a tecnologia de análise de grandes volumes de dados, conhecida como Big Data, para aprimorar os processos de recursos humanos e correlacionar dados de um candidato com base em diversas fontes – redes sociais, testes online, informações armazenadas na web ou no computador do trabalho, por exemplo. Essa análise ajuda a entender como a pessoa se comunica, que tipo de desafio prefere e quais empresas têm mais o seu perfil.

O Brasil já está entendendo a vantagem de se utilizar a tecnologia como uma aliada para o RH, mas é preciso evoluir de forma mais rápida, pois essas soluções podem revolucionar a forma com que uma pessoa é contratada impactando diretamente na assertividade do processo de contratação, o que em, por sua vez, vai refletir na produtividade da empresa tornando-a mais competitiva.

*Roberto Baptista é diretor do Compleo Talent

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