Pesquisa aponta que empresas estão investindo mais em inovação

Por Redação | 19 de Novembro de 2014 às 10h03

Em um mercado que se movimenta com tanta velocidade quanto o atual, dizer que as empresas estão sempre em busca de novidades é algo óbvio. Agora, uma pesquisa da empresa especializada em análises do mercado corporativo CEB divulgada pela Forbes revelou que, em 2014, pelo menos 33% do orçamento global de TI foi voltado para “inovação e busca de novas oportunidades de negócio”.

Nesse setor, estão inclusas a pesquisa e o desenvolvimento de novas maneiras de se trabalhar, seja por meio de trabalho interno ou em parcerias com outras empresas. A ideia geral é buscar uma vantagem estratégica e experimentar ideias e iniciativas que nem sempre estão dentro dos negócios comuns da companhia, mas que poderiam resultar numa melhoria dos processos.

O total desse tipo de investimento vem crescendo, já que em 2013 ele foi de 31%. Para o instituo, o indicador inspira otimismo, uma vez que investimentos desse tipo são difíceis de se mensurar e nem sempre apresentam retorno.

A pesquisa também revelou que as empresas que mais investem em inovação são aquelas com menos funcionários. A ideia, aqui, é que as corporações menores buscam fazer mais com menos e são mais propensas a ouvirem sugestões e procurar por novas maneiras de realizar o seu trabalho, só que em menos tempo e de maneiras diferentes para garantir que estejam no mesmo patamar que as gigantes.

De todos os quesitos da abrangente definição de inovação, o movimento para a nuvem parece ser o mais frequente. Além disso, entre as empresas que investem mais de 40% de seus fundos nesse setor, não existe muita dificuldade em mudar de rumos ou alterar o ritmo de desenvolvimento de acordo com uma análise de mercado, uma vez que a decisão de que caminho seguir normalmente fica nas mãos do CIO ou CTO, que precisam estar antenados no que está acontecendo no mercado.

Muitos destes profissionais, porém, estão mudando de nome e cargo para se adequarem melhor às necessidades do mercado. A sigla tradicional está sendo substituída por nomes como “service manager”, “service architect” e outros, refletindo a pluralidade das tecnologias atuais e a necessidade de se pensar de forma global e não mais especificamente no próprio negócio.

Mas todo esse dinheiro tem que sair de algum lugar, já que a pesquisa da CEB mostra que não houve um aumento considerável no orçamento das companhias. No caso das empresas participantes do levantamento, grande parte do dinheiro veio do setor de manutenção de sistemas, que teve seu orçamento reduzido de 63% do total, em 2013, para 57% neste ano.

Para compor o estudo, a CEB entrevistou 166 executivos de TI de empresas nos Estados Unidos e Europa.

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