Os desafios do CIO

Por Colaborador externo | 16 de Outubro de 2014 às 08h32

por Renato Lopes*

Temos hoje duas traduções no ambiente corporativo para CIO: o Chief Innovation Officer ou Chief Information Officer. Particularmente prefiro a utilização da primeira, pois o “Diretor de Tecnologia da Informação”, além de manter a operação e suportar tecnologicamente o negócio, precisa olhar para o que pode ser feito melhor e mais rapidamente. E isso vem através da inovação.

A todo instante, novas tecnologias batem a nossa porta prometendo a melhor solução e praticidade para o nosso dia a dia. Mas quando e onde inovar?

Essa resposta vem muito mais do olhar no negócio do que na tecnologia em si, pois a inovação deve vir da tecnologia PARA o negócio e EM PROL dele. Deve haver um alinhamento da tecnologia com o momento atual da empresa para que a inovação seja aproveitada ao máximo e proporcione o resultado esperado.

Vejo muitos executivos buscando altas soluções tecnológicas a fim de estar sempre à frente como solução, porém com poucos resultados. Mas qual a real efetividade desse valor empregado? Qual o resultado dessa nova tecnologia? Quanto ser pioneiro tecnologicamente em soluções é bom para o negócio?

A resposta deve ser obtida através do cruzamento das informações da tecnologia empenhada com o ROI (Retorno Sobre Investimento). Isto é, qual foi o retorno no faturamento com a tecnologia investida? Assim é possível identificar se a nova tecnologia foi focada em tecnologia por si só ou com foco no negócio, já que a tecnologia deve ser implantada para inovar o negócio e incrementar o faturamento.

A lição diária do CIO é olhar o negócio e saber qual inovação pode melhorar o processo, as pessoas, produtos e/ou serviços, e nem sempre essa inovação vai estar diretamente ligada a um servidor, a um produto na nuvem, a uma nova versão do ERP, etc. Muitas vezes o "inovar" deve ser na forma de fazer, pensar e agir. O "pensar fora da caixa" pode trazer uma inovação ao negócio sem qualquer tecnologia envolvida. Muitas vezes mudanças de pequenas peças, de pessoas, processos e horários podem trazer a inovação que o negócio precisa para alavancar o faturamento.

Agora, se a decisão da implantação de uma inovação tecnológica já foi tomada, antes de ser implantada deve responder a três questões:

  1. Quais resultados quantitativos e qualitativos essa inovação trará para o negócio?
  2. A empresa tem maturidade para utilização dessa inovação? É o momento?
  3. Meus concorrentes utilizam essa tecnologia? Se não, será pioneirismo ou cobaia?

Com essas três respostas o CIO terá maior assertividade da empregabilidade da inovação ao negócio, bem como mostrar todo o valor agregado ao CEO, podendo comprovar mais acertadamente as sua decisão como defesa da inovação sugerida. Ideias e inovações precisam ser vendidas!

Mas não acaba por aí. Após aprovação do CEO, o trabalho do CIO não acaba. Ele precisa vender a inovação ao resto da corporação e sempre informar o status do andamento do projeto e, após implantado, voltar ao CEO e mostrar os resultados da implantação no médio e longo prazo. Isso gera credibilidade e confiança ao que foi inovado, abrindo as portas para novas inovações!

Inovar é preciso, desde que seja também bem aproveitado.

*Renato Lopes é Gestor da área de TI e acredita que a humanização dessa área é a chave para conquistar equipes de alta performance e auto gerenciáveis. Palestrante e Professor Universitário, Renato busca compartilhar técnicas e soluções para formar times vencedores e entusiastas, buscando a qualidade de vida junto à satisfação do trabalho.

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