Os desafios da integração de sistemas após processos de fusões e aquisições

Por Luiz Alcoba | 07.08.2013 às 16:45

Com o mercado brasileiro em evidencia, cresce anualmente a quantidade de fusões e aquisições, processos que geram verdadeiras revoluções para a Área de TI, aumentando, em muito, a pressão. Com a união de duas empresas, o que inclui sistemas, ativos, processos, pessoas e culturas diferentes, surge a necessidade de realizar um imediato mapeamento das sinergias, com foco na redução de custos.

A integração de sistemas é uma das maiores barreiras que aparecem depois deste processo e também são consideradas a segunda maior preocupação dos CEOs, após a conclusão das negociações e anuncio da transação. Nesse contexto, o papel do CIO é integrar esses sistemas de forma rápida e eficiente!

Manter a calma, fazer um inventário, ser flexível para aceitar novas soluções e enfrentar mudanças como aspectos positivos são características importantes para o sucesso da operação.

As primeiras decisões tomadas devem ter um maior impacto na produtividade e, para que isso ocorra acertadamente, precisam levar em conta os recursos que têm em suas mãos, incluindo os menos óbvios (pressões de tempo e ambiente). Cada decisão deve basear-se no impacto que ela terá no resultado desejado e o consenso é essencial para a produtividade da equipe.

Resultados são consequências de decisões tomadas, e se queremos resultados diferentes, precisamos também decidir diferentemente, levando em conta as necessidades e diferenças de cada empresa que participou da fusão. Mas, inicialmente, o CIO tem que se assegurar que os objetivos são específicos, atingíveis, mensuráveis, bem comunicados, de comum acordo e que não se afastem da cultura e dos propósitos corporativos desejados.

Integrar uma arquitetura de sistemas entre diferentes componentes como ERP, CRM, EAI, DW, entre outros, é uma tarefa complexa, bem como, alinhar as expectativas das áreas de negócios com as diversas soluções disponíveis. É uma tarefa estratégica para todas as organizações.

A arquitetura SOA emprega componentes abertos e interoperáveis que viabilizam o alinhamento de TI com os objetivos de negócio de cada empresa e provê facilidades de integração com diferentes tecnologias, aumentando assim a produtividade das equipes de desenvolvimento e diminuindo o time-to-market das soluções para as empresas.

Em suma, um planejamento detalhado, análise de sinergias, aceitação da nova cultura e soluções, adoção de ferramentas SOA para integração dos diferentes sistemas e a contratação de fornecedores especializados, são fatores determinantes para manter o alinhamento do negócio junto a Área de TI em situações de fusões e aquisições.