O sucesso de uma equipe na era da interconectividade

Por Colaborador externo | 29 de Agosto de 2014 às 06h10

Por Ignacio Garcia*

As analogias que utilizam os esportes em equipe como parâmetro ganham visibilidade nas mais diversas aplicações. No âmbito corporativo, desde 2010 temos usado e aperfeiçoado o Sport Network Analysis, uma metodologia de coleta e análise de dados que permite entender a dinâmica do trabalho em equipe pela ótica das redes de trabalho dentro das organizações empresariais.

Os fluxos de trabalho das redes informais nas organizações corporativas representam uma rede de colaboração que só funciona em sua plenitude se a equipe realmente atuar de forma coletiva.

Os jogadores de futebol, por exemplo, se comunicam por meio da bola, o objeto comum e disputado que une a equipe em volta de um só objetivo: o gol. O passe é o elemento que estabelece os laços de confiança e de parceria para a colaboração. O mesmo acontece nas empresas, onde o passe é substituído pela comunicação no dia a dia, a troca de conhecimento, a motivação e as novas ideias para fazer melhor o trabalho.

Desta maneira, as análises das redes de passes nos gramados se assemelham aos mapas dos fluxos das redes informais dentro das organizações, pois são elas que determinam o sucesso ou fracasso das equipes. É aqui onde o Sport Network Analysis e a Análise das Redes Organizacionais se aliam para diagnosticar, monitorar e estimular as equipes vencedoras.

O CEO de uma organização é visto como o técnico de uma equipe, exercendo o papel do gestor que interage e coordena os seus colaboradores para solucionar os problemas encontrados.

A visão estratégica das “jogadas coletivas” e das parcerias surgidas no “jogo” permite mensurar o nível de integração e motivação geral de uma equipe, seja ela no âmbito esportivo ou organizacional.

Da mesma maneira, temos o gerente da área comercial de uma empresa de serviços, cujos 20 funcionários tem que articular nas redes de comunicação, conhecimentos, motivação e inovação para resolver desafios do dia a dia e maximizar oportunidades.

As redes organizacionais são hoje cada vez mais complexas, pois as redes de relacionamentos destes 20 funcionários não se limitam aos setores de cada um, mas são ampliadas ao restante da organização. Na área comercial essa teia se expande ainda mais e atinge um ecossistema de fora da organização.

Estas redes de relacionamento são altamente complexas e, cada vez mais, é estratégico compreendê-las para gerí-las de maneira inteligente com as ferramentas mais apropriadas.

Comparando o jogo com o trabalho em rede, os desafios encontrados e os caminhos utilizados para superá-los evidenciam os líderes informais do time em campo, o grau de influência e de relevância de cada jogador, onde estão os gargalos da equipe e qual o eixo articulador de ações colaborativas. Mais adiante, os resultados aferidos permitem comprovar cientificamente que os melhores times sempre jogam em rede.

* Ignacio Garcia é sócio fundador e diretor da Tree Intelligence

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