O Google e as tendências de SEO

Por Colaborador externo | 21 de Outubro de 2014 às 16h20

Por Leonardo Alves*

Atualmente, as buscas orgânicas são responsáveis por mais de 30% do tráfego da Internet no Brasil. É neste cenário que a otimização para mecanismos de busca (SEO) ganha ainda mais evidência.

Entretanto, estar entre os primeiros resultados, principalmente em mercados altamente competitivos, não acontece da noite para o dia, é fruto de muito trabalho e ações de SEO de longo prazo.

Se as técnicas e táticas de SEO se modificam e evoluem o tempo todo, como os sites e lojas virtuais poderiam tirar proveito dessas tendências e se diferenciar?

Primeiro de tudo precisamos entender como os mecanismos de busca funcionam.

O Google, responsável pela grande maioria das buscas no Brasil e no mundo, é basicamente uma empresa de mídia que tem como principal produto a exibição de anúncios nos resultados das buscas, ou seja, depende da utilização maciça de sua ferramenta de buscas para exibir seus anúncios.

Para garantir que o usuário da internet utilize sua ferramenta precisa apresentar os melhores resultados, os mais relevantes, fazer com que o usuário encontre o que procura. E é por isso que está constantemente atualizando seus algoritmos, com a finalidade de oferecer sempre os melhores resultados. Com essa informação em mente não fica difícil de imaginar como tirar proveito das tendências de suas atualizações.

Independente dos detalhes técnicos, as atualizações estão quase sempre relacionadas à melhora na relevância (para àqueles que pesquisam, sob a ótica do Google, claro) dos resultados exibidos.

Parece paradoxal, mas a primeira coisa a ser fazer para melhorar o posicionamento de seu site é pensar no seu cliente, não no buscador.

O que seu cliente busca na internet?

  • Conteúdos de qualidade são cada vez mais importantes. O marketing de conteúdo é imprescindível para um bom trabalho de SEO. O conteúdo precisa ser inédito, relevante e atualizado. O ideal é que além de textos as páginas tenham imagens e vídeos, os buscadores valorizam conteúdos multimídia.
  • Redes Sociais. Ter um site facilmente compartilhável nas redes além de ajudar a ampliar seu alcance pode colaborar para melhorar seu posicionamento. Há cada vez mais indícios de que o Google está levando em conta as interações nas redes sociais (principalmente no Google+) como sinal da qualidade do seu site.
  • Site/loja responsivo (amigável em celulares, tablets, PCs, etc.). Com o aumento intenso no acesso a internet por smartphones já era de se esperar que os buscadores passariam a levar a responsividade como fator de ranqueamento. Está cada vez mais difícil posicionar bem um site que não tenha o conteúdo e design otimizados para dispositivos móveis.
  • Velocidade de carregamento das páginas site. Os usuários não aguardam a abertura de páginas lentas e o Google sabe disso. Como pode ser relevante se o conteúdo não chega a ser acessado? Por isso os sites mais lentos tendem a ser penalizados em sua classificação.
  • Utilização de certificados de Segurança. O Google também se preocupa com a segurança de seus usuários e está começando a valorizar sites que utilizam o protocolo https. A longo prazo as melhores posições vão ser ocupadas quase que exclusivamente por sites que certificam que a conexão não está sendo indevidamente interceptada.

Não sabemos quais serão os próximos ajustes nos algoritmos do Google, mas independente do nome do animal escolhido, temos certeza que será com a finalidade de melhorar a experiência dos usuários nas buscar e de se adaptar aos seus hábitos. Por isso pense no cliente e boas vendas.

* Leonardo Alves é Diretor de Marketing Digital da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABCOMM) e Sócio fundador da Agência Coldvector.

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