Governos podem lucrar mais de US$ 4,6 trilhões com a Internet das Coisas

Por Redação | 14 de Janeiro de 2014 às 11h30

Não só de lançamentos é feita a CES: a Consumer Electronic Show, a maior e mais importante feira de tecnologia do mundo, também trouxe este ano alguns dados bastante relevantes para o mercado. Entre eles, o que mais se destacou foi uma pesquisa da Cisco focada na Internet das Coisas (em inglês, Internet of Things, IoT) – no estudo, o termo foi definido pela Cisco como "Internet of Everything" ou Internet de Todas as Coisas.

A IoT consiste na conexão dos mais variados objetos com a rede virtual: desde computadores até elementos comuns do dia a dia que possam receber tags eletrônicas. O nome Internet das Coisas serve para definir a nossa realidade em um futuro muito próximo, quando tudo ao nosso redor estará conectado, criando um ambiente inteligente.

O começo disso pode ser visto facilmente em eletrodomésticos: atualmente muitas coisas já podem estar conectadas à web, desde seu televisor até a sua geladeira. Somando isso ao sistema de armazenamento em nuvem, podemos ter objetos que armazenem e troquem dados entre si, tomando decisões conforme as preferências pré-estabelecidas por seus donos. Mas isso tudo ainda é apenas o começo.

Segundo dados da Cisco, já existem mais aparelhos conectados à internet do que o número de pessoas vivendo no mundo. A projeção é de que em 2020, 50 bilhões de coisas estarão conectadas à internet. Em 10 anos, a IoT deve movimentar o espantoso valor de US$ 14,4 trilhões.

A Internet das Coisas no setor público

Os estudos demonstram que, durante a próxima década, o setor público pode gerar mais de US$ 4,6 trilhões apenas com a IoT – e o Brasil está entre os 12 países com maior potencial para explorar essa possibilidade. Uma das vantagens da utilização da IoT pelo setor público é que seria possível aumentar – e muito – a geração de receita, sem depender do aumento de impostos.

Para a Cisco, o valor a ser arrecadado pelo governo brasileiro pode chegar próximo a US$ 70 bilhões na próxima década, incluindo as esferas federal, estadual e municipal. O país ocupa o nono lugar no ranking que é liderado pelos Estados Unidos.

A geração de receita pode acontecer das mais variadas formas. Segundo o estudo, seria possível gerar US$ 69 bilhões em nível mundial com o monitoramento constante de consumo e abastecimento de gás, eliminando contadores e aumentando a precisão na leitura, o que garantiria uma arrecadação maior.

O fornecimento de água também poderia ser impactado: seriam US$ 39 bilhões a mais nas contas dos governos caso os contadores de água residenciais estivessem ligados a uma rede e fossem monitorados por seu número de IP.

O estacionamento inteligente é outra possibilidade para o setor público: seria possível arrecadar mais de US$ 41 bilhões ao oferecer uma precificação diferente de estacionamento conforme a demanda.

Para Martin McPhee, Vice-Presidente de Serviços e Consultoria da Cisco, a oportunidade criada pela Internet das Coisas é enorme. “As soluções na IoT têm potencial para mudar tudo o que temos hoje. Os responsáveis por setores públicos devem começar a trabalhar agora para identificar as melhores oportunidades trazidas pela IoT e prever o que será possível em um mundo conectado”.

Siga o Canaltech no Twitter!

Não perca nenhuma novidade do mundo da tecnologia.