Estudo projeta sete tendências para o mercado brasileiro de tecnologia

Por Redação | 27 de Fevereiro de 2015 às 10h16

Quais são as grandes projeções para o mercado brasileiro de tecnologia desta temporada? A E-Consulting, por meio de seu laboratório de pesquisas e análise Techlab, fez um estudo para dar uma resposta a essa pergunta e o resultado está no "7 Hot Techs". O relatório, que está em sua 12ª edição, lista os assuntos para ficar de olho neste ano.

“2015 será um ano difícil de cortes de orçamento e investimentos, caracterizado pelo binômio inovação e eficiência. Um dos objetivos do estudo é orientar os executivos, tanto da porta para fora, buscando visão única do cliente e a aproximação com os clientes finais, quanto da porta para dentro, à perseguição da maturidade na gestão da TI como área cada vez mais estratégica”, explica Daniel Domeneghetti, sócio-fundador da E-Consulting e autor da pesquisa.

O levantamento, que compreende projeção no período entre os próximos dois e cinco anos, conta com itens direcionados aos executivos, investidores e analistas de negócios e de TI. O intuito do "7 Hot Techs" é orientar CIOs (Chief Information Officer), CTOs (Chief Technology Officer), CFOs (Chief Financial Officer), CMOs (Chief Marketing Officer) e CEOs (Chief Executive Officer) em conceitos que poderão manter suas empresas competitivas e atualizadas.

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As tendências apontadas são:

1. Materializing: A From Digital Ideas to Real Products

Tornar reais coisas criadas na imaginação a partir de conteúdos originariamente digitais com o auxílio da tecnologia. Um dos exemplos desta corrente é a impressão 3D. Com isso também vem a ideia de que "Everyone is a Designer", o expressivo aumento de empreendedores individuais e microempresas focadas em explorar as possibilidades comerciais destas tecnologias, materializando suas ideias em produtos reais, buscando comercializá-los globalmente. Essa tendência também pode acelerar o potencial crescimento do comércio eletrônico multiformato para micronegócios.

2. Chief Experience Officer (CXPO)

A união de funções de TI com ramificações de profissionais que lidam com assuntos ligados à redes sociais, marketing e contact center. Este gestor tem sob sua responsabilidade a obrigação de criar estratégias, alianças, modelos, soluções e processos capazes de garantir a melhor entrega de experiência para os diferentes stakeholders corporativos, promovendo alinhamento e aproximação de mercados, ajustes contínuos, além da preservação e potencialização dos atributos da marca.

3. ITD Governance

Com a evolução das tecnologias digitais, especialmente das MCC (Mobilidade, Convergência e Colaboração); dos modelos Cloud e "As a Service"; os campos de atuação de TI e Digital estão cada vez mais próximos. Assim, o papel e a estrutura da TI tradicional muda, integrando elementos de questão Digital na organização, tanto em assuntos óbvios, como dados, permissões, segurança e privacidade, como também questões transacionais e de multicanalidade.

4. Time To MKT Specific Developing Cycle

A divisão de ciclos produtivos da TI em dois grupos de rotinas com lógicas, metas, indicadores e governanças específicas. Um ciclo orientado ao cotidiano e às demandas de baixo valor agregado e baixo impacto competitivo; e outro com esteira produtiva específica, que deve ser lançada no mercado dentro de um contexto de antecipação à concorrência. Em paralelo, deve surgir um modelo adicional, definido como FastTrackConsortium, caracterizado por um pool de empresas/fornecedores responsáveis por entregar determinado empreendimento tecnológico no prazo e especificação definidos.

5. Competitive Anticipation

Em momentos de alta competitividade mercadológica e intensa interação com usuários e clientes, a antecipação passa a ser uma capacidade corporativa importante. Duas fortes tendências emergem deste conceito. A primeira é o "0,9 Go To Market", que trata de lançar versões inacabadas e terminá-las com os clientes como beta testers. Assim não há perda de tempo para a concorrência, porque o próprio usuário se torna corresponsável pelo produto. A segunda é o "Real Time Benchmarking", a capacidade de efetivar comparações e benchmarkings confiáveis em tempo real, com usuários e clientes como parâmetros de avaliação dos produtos, serviços e canais da empresa em comparação com seus concorrentes diretos e adjacentes.

6. Real Costing, Right Pricing

Avaliação de despesas reais de manutenção dos parques de TI, os custos produtivos efetivos de todo ciclo de desenvolvimento de soluções, assim como os gastos financeiros e de terceirização. Também é preciso levar em consideração os custos de processamento, armazenamento, oportunidade, inovação, dos riscos associados ao negócio e intrínsecos à própria TI. Levantar esses itens agrega valor, gera eficiência, previne riscos e reduz perda de tempos e de recursos.

7. ITelligence

As empresas precisam ser capazes de utilizar suas informações, tanto internas e disponíveis em seus sistemas; quanto externas, capturáveis em seus canais, aplicativos e redes de atuação. A TI precisa ser capaz de compreender, capturar, cooperar, beneficiar, embalar e distribuir as informações necessárias para a correta tomada de decisão e para a evolução dos negócios.

O autor da projeção também faz questão de destacar que assuntos como a computação em nuvem ficaram de fora porque já foram listados em edições anteriores. “Dizer hoje que Cloud Computing, Big Data, Outsourcing ou TI como Serviço serão destaques em 2015 não é um serviço de valor diferencial para o CIO, interessados ou investidores em TI, já que são tecnologias amplamente debatidas e, inclusive, eleitas em levantamentos anteriores”, comenta Domeneghetti.

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